Após denúncias, Hospital Ernestina Lopes Jaime mudará de gestão

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Até o próximo dia 30, o Hospital Estadual Ernestina Lopes Jaime mudará de gestão por determinação da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO). Isso porque, recentemente, a OS (Organização Social), IBGH (Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar), que administra o hospital vem sendo investigada por corrupção pela Polícia Federal. Essa investigação engloba mais dois hospitais estaduais além do de Pirenópolis, o Hospital Estadual de Jaraguá Dr. Sandino de Amorim (HEJA) e o Hospital Estadual de Urgências da Região Sudoeste Dr. Albanir Faleiros Machado (HURSO).

Entenda o caso

Em meados do mês de dezembro houve a deflagração da Operação Tolueno, da Polícia Federal (PF), que investigou a OS pela suspeita de compra de álcool em gel e máscaras irregulares e por valores superfaturados. Na época, o Estado afastou três diretores
da entidade no hospital de Pirenópolis, alvos da investigação. Em comunicado à imprensa, a SES-GO chegou a afirmar que as organizações que não tivessem transparência em seus processos poderiam ser “desqualificadas e expulsas do Estado”. Isso deixou ruim a relação entre o IBGH e a SES-GO

Após as denúncias, a atual Organização Social (OS) responsável por administrar os três hospitais, que é o Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), diz não ter mais interesse na gestão dessas três unidades. Diante disso, a SES-GO determinou na última segunda-feira(04) a abertura de um chamamento público emergencial.

No último dia 31, depois de ser questionada sobre a continuidade à frente das unidades hospitalares, a superintendente executiva do IBGH, Lázara Maria de Araújo Mundim
de Souza, respondeu dizendo que, “tendo em vista os últimos fatos ocorridos”, não teria mais interesse na continuidade das gestões. A gestora solicita que a entrega das unidades seja no dia 30 de janeiro.

Funcionários apreensivos

Os funcionários dos três hospitais estaduais estão apreensivos com o fim do contrato da OS (Organização Social), IBGH (Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar), pois a empresa, também chamada de OS, tem um histórico de mal pagadora, mesmo com dinheiro em caixa, porque recebe em dia 1,3 milhão mensal do Estado e ainda assim deve para muitos funcionários 03 meses de salários, não pagou o 13º, férias e não teria depositado o FGTS.

Os funcionários pretendem procurar os representantes políticos do município ligados ao Estado, para os ajudarem a encontrar um meio jurídico que lhes garantam seus direitos e evite o calote. Outra solução seria pedir o apoio do Ministério Público, ajuizar uma ação através de um advogado trabalhista e formalizar uma denúncia ao Ministério do Trabalho contra os diretores da IBGH.

Eles ainda não receberam nenhum comunicado de exoneração ou de aviso, ninguém da diretoria se pronuncia, o que só aumenta a angústia dos profissionais que atendem a população. “Esperamos que o Governador Ronaldo Caiado e o Secretário, Ismael Alexandrino olhem por nós, para que possamos receber os salários atrasados e os nossos direitos trabalhistas” comentou uma funcionária.

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