Confira 10 perguntas e respostas sobre a vacinação contra a Covid-19. Em 10 dias, a Anvisa pode dar ou não seu aval para duas fórmulas

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Com a apresentação pela Fiocruz e pelo Instituto Butantan do pedido para uso emergencial da vacina de AstraZeneca/Oxford e da CoronaVac, aumenta a expectativa pelo início da imunização contra a Covid-19 no Brasil. A data certa ainda não existe, mas agora há o prazo de até 10 dias para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) dê ou não seu aval para essas duas fórmulas. As solicitações foram feitas nesta sexta-feira (8), então, se os técnicos do órgão regulador não encontrarem nada de errado, a resposta terá que ser dada até o próximo dia 18. Por isso, o EXTRA preparou um tira-dúvidas com 10 perguntas sobre a vacinação. Confira!

Quais vacinas serão distribuídas para a população brasileira?

O governo federal distribuirá a vacina criada pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca. Serão fabricadas na Fiocruz 100,4 milhões de doses até o fim do primeiro semestre de 2021. O Ministério da Saúde também anunciou a compra de 100 milhões de doses da CoronaVac, em negociação com o Instituto Butantan, de São Paulo, responsável por sua produção no Brasil. O Plano Nacional de Imunização do governo federal prevê ainda a compra de 42,5 milhões de doses do consórcio global Covax, capitaneado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e o governo ainda negocia com outros laboratórios, como a Pfizer.

Quais serão os grupos prioritários?

A primeira fase incluirá profissionais de saúde, pessoas de 75 anos ou mais, pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas, população indígena aldeada em terras demarcadas, povos e comunidades tradicionais ribeirinhas. Na segunda fase, serão contemplados idosos de 60 a 74 anos. Na terceira, pessoas com comorbidades.

Quando deverá começar?

A data ainda não está definida. O primeiro passo é a aprovação das vacinas pela Anvisa. O governo federal aguarda a chegada, ainda neste mês, de 2 milhões de doses da vacina de Oxford, que foram produzidas na Índia. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que, no cenário mais otimista, a vacinação começará no dia 20 de janeiro ou, na pior das hipóteses, ele projeta que seja no início de março, podendo ainda ser em fevereiro.

O governo já deveria ter detalhado o plano de imunização?

A compra de insumos, a quantidade de vacinas produzidas e o cronograma de distribuição deveriam ter sido definidos há pelo menos seis meses, segundo João Viola, presidente do comitê científico da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Ele condena a falta de definição de datas pelo governo: “Quem dá palpite é leigo. O profissional de saúde deve demonstrar objetivamente qual é o seu programa. Ainda não sabemos nada sobre a capacidade de produção e a logística para entrega”.

O Brasil tem insumos suficientes para a vacinação?

No momento, não. O governo federal conseguiu comprar apenas 2,4% de insumos, como seringas e agulhas, para realizar a vacinação contra a Covid-19. São 7,9 milhões de unidades, enquanto buscava adquirir 331,2 milhões. A maioria dos estados e municípios não tem estoque suficiente para a imunização. O presidente Jair Bolsonaro, no entanto, afirmou esta semana que não comprará seringas até que os preços “voltem à normalidade”.

O que falta para o brasileiro ser vacinado?

Enquanto mais de 40 países já começaram a vacinação, o Brasil ficou estagnado porque ainda não tem nenhuma vacina aprovada para comercialização. A análise de vacinas pela Anvisa foi considerada burocrática por fabricantes de imunizantes. Outro desafio é a necessidade de montar uma estrutura para produção interna de imunizantes que atenda a toda a população. O Brasil precisaria de 400 milhões de doses de vacina, visto que a maioria dos produtos disponíveis no mercado é aplicada em duas doses.

Já temos dados suficientes e respaldados sobre as vacinas que pediram uso emergencial?

Sim, acredita Viola. A taxa de eficácia da vacina de Oxford é, no geral, de 70%. Da CoronaVac, sabe-se até agora que o índice é de 78% para os casos leves e que ela evitou em 100% os casos graves que exigiriam internação. “É um bom desempenho. As vacinas apresentadas são urgentes, em um momento onde temos mais de 8 milhões de infecções e mais de 200 mil óbitos notificados”.

Qual a importância da apresentação dos dados completos dos estudos clínicos das vacinas?

Os dados completos mostram a taxa de eficácia da vacina, ou seja, os chamados desfechos primários, que incluem todas as pessoas que ficaram doentes, de forma leve, moderada ou grave. O cálculo considera o total de voluntários que foram vacinados com a dose do imunizante, sem contar aqueles que receberam placebo. Tanto o Instituto Butantan quando Oxford só apresentaram os dados preliminares.

Estados, a exemplo de São Paulo, podem legalmente começar suas campanhas de vacinação antes do Ministério da Saúde?

Sim, embora a medida não seja recomendada pela comunidade científica. “O estado tem competência para organizar a sua política de vacinação, mas isso gera desigualdades”, explica Carla Domingues, ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do governo federal. “O PNI foi criado para fornecer uma estrutura que atenda a todos os municípios, criando uma política unificada. O problema da Covid é nacional, não é de Manaus ou de São Paulo, por exemplo. Se cada um agir de uma forma, então teremos um desequilíbrio”, acredita a especialista.

O estado de São Paulo manterá seu cronograma de vacinação, que seria inaugurado no dia 25?

O governo de São Paulo afirmou nesta sexta-feira (8) que sim. A comunidade científica, porém, pede que o programa de vacinação seja controlado pelo governo federal, para que todo o país possa ter acesso equitativo à vacina. “O que importa não deve ser o local em que mora uma pessoa, e sim como ela se encaixa no quadro de risco para a Covid-19”, defende Viola, da SBIm. No pronunciamento que fez à imprensa na quinta-feira, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que todas as vacinas do Butantan seriam integradas ao plano do governo federal e sua aplicação seria coordenada pela pasta.

Fonte: Jornal Extra

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