Petrobras anuncia novo reajuste de 5% na gasolina e no diesel a partir de hoje (27). Greve dos caminhoneiros é iminente

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Petrobras vai reajustar os preços da gasolina e do diesel a partir de hoje, quarta-feira ( 27). De acordo com a estatal, o preço médio da gasolina vai subir R$ 0,10, para R$ 2,08, nas refinarias. É uma alta média de 5,05%. O último aumento da gasolina foi anunciado no último dia 18 de janeiro.
No caso do diesel, o avanço no preço médio é de R$0,09, alta de quase 5%, para R$ 2,12. Será a primeira alta do ano de 2021. O último aumento foi no dia 28 de dezembro. O reajuste ocorre em meio às especulações de que os caminhoneiros podem iniciar uma greve no país em fevereiro.
Para a Petrobras, os valores têm como referência os preços de paridade de importação e, dessa maneira, acompanham as variações do valor do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio, para cima e para baixo.
Segundo a Abicom, que reúne os importadores, o aumento anunciado pela estatal está aquém do necessário, prejudicando a concorrência. Para a associação, o reajuste deveria ocorrer com mais intensidade, de R$ 0,34 no diesel e de R$ 0,2310 na gasolina.
A estatal ressaltou, em nota, também que os preços da gasolina e do diesel vendidos na bomba dos postos revendedores é diferente do valor cobrado nas refinarias. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos próprios postos revendedores de combustíveis.
Sentimento de “traição” com aumento do diesel impulsiona greve dos caminhoneiros
Entidades que representam a categoria convocaram uma greve nacional para o próximo dia 1° de fevereiro. Governo negocia com lideranças.
O segundo aumento do ano no preço dos combustíveis, anunciado na terça (26/1) pela Petrobras, está movimentando grupos de caminhoneiros no WhatsApp e fomentando a adesão a uma grave que já estava marcada para o dia 1° de fevereiro, mas que divide a categoria. Lideranças dos transportadores dizem que vinham dialogando com o governo para frear novos aumentos nos custos e se sentiram traídos pelo anúncio de reajuste de 4,4% no diesel nas refinarias, que equivale em média a um aumento de R$ 0,09 por litro nas refinarias – nas bombas, a alta pode ser maior.
No último dia 22 de janeiro, após o primeiro reajuste do diesel no ano, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) anunciou apoio à greve e orientou sua base, que teria 800 mil motoristas, a não rodar na próxima segunda.
Na noite de terça (26/1), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) também decidiu apoiar a paralisação dos caminhoneiros.
O que diz o governo
O aumento na temperatura da crise e a perspectiva de greve não acenderam, pelo menos no discurso oficial, um alerta especial no governo.
Em nota, o Ministério da Infraestrutura disse que “mantém uma agenda permanente de diálogo com as principais entidades representativas da categoria por meio do Fórum do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), além de reuniões constantes com suas lideranças. O restabelecimento do fórum, desde 2019, tem sido o principal canal interativo entre Governo e setor e qualquer associação representativa que deseje contribuir para a formulação da política pública pode requerer a sua participação para discutir eventuais temas de interesse da categoria”.

*Com informações de Metrópoles e Jornal Extra

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