Pirenópolis tem o maior produtor de bucha vegetal da América Latina

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Pouca gente imaginava que a produção de bucha vegetal poderia ser um grande negócio, mas foi por acreditar no potencial dessa fibra que o produtor Alisson Félix Lopes montou a maior plantação/indústria da América Latina, no município de Pirenópolis. Ele cultiva 3.500 pés de bucha vegetal em 30 hectares, que resultam numa produção de 3,6 mil toneladas por ano, que são comercializadas para grandes indústrias.

O fundador e CEO do Grupo Fibra Forte começou a trabalhar aos 7 anos de idade vendendo limões. Depois, Alison passou muito tempo comercializando produtos para supermercados, teve algumas frustrações como empreendedor e descobriu por acaso que a bucha vegetal tinha um grande potencial de vendas no Mercado.

Seu pai produzia mudas de jabuticaba, desistiu e junto com o filho, plantaram 182 pés de bucha, em 1999, quando nasceu o Grupo Fibra Forte(GFF). A partir daí, aprofundou seus conhecimentos sobre o assunto e em 2011, já tinha 3.500 pés de bucha vegetal.

No início, ele conta que enfrentava muitas dificuldades para vender seus produtos nos supermercado, os donos sempre queriam que deixasse em consignação. “Os primeiros anos foram assim, difíceis”, destaca.

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Hoje, com as vendas acontecendo em pleno vapor, são mais de 60 mil pés de fibra e uma colheita de 1 milhão de buchas inteiras por ano. Essa escala, rendeu importantes parcerias com grande empresa, com a Natura por exemplo. “Representamos 70% do mercado brasileiro de buchas vegetais, nas vendas de atacado e varejo”.

O Grupo Fibra Forte é reconhecido atualmente como o maior produtor de bucha da América Latina. O segundo está em Minas Gerais, com metade da produção da Fibra Forte.

Hoje, a empresa atua em todo Brasil e alguns mercados internacionais, com cinco marcas, mas de 2 mil pontos de vendas desde os pequenos mercados até hipers, franquias, atacadões, farmácias, drogarias, salões de beleza, entre outro.

Em Pirenópolis, o grupo divide suas operações, entre a lavoura e o beneficiamento da fibra, como abertura das buchas e extração das sementes, além da formatação de cilindro, corte de acordo com as exigências do cliente, costura, acabamento e embalagem. “Para ficar pronta a bucha passa pelas mãos de 12 pessoas”, explica o empresário. A empresa gera em média, 100 empregos diretos na região, sendo 70% mulheres”.

Alisson revela que seu objetivo é ir muito mais além, para isso tem projetos e adianta que irá produzir uma bucha vegetal para lavar louças que irá substituir aquela bucha amarela sintética, pois sempre apostou na sustentabilidade.

A perspectiva para esse ano é continuar com um crescimento vertiginoso, o que permite projetar 100 mil pés até 2024. Ele diz que já tem duas pessoas que compram seus produtos na Europa. “Lá, por exemplo, estão acabando com uso do plástico. Tem uma forte tendência de expansão de vendas para o nosso produto, já que o mundo aposta na sustentabilidade”, afirmou Alisson. Fotos e informações: O Popular e Grupo Fibra Forte

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