Período pós-chuva exige atenção contra a dengue; veja cuidados

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Após Pirenópolis ter enfrentado chuvas fortes ao longo de fevereiro, o mosquito Aedes aegypti, que é o transmissor da dengue, pode se tornar um problema.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) registrou a primeira morte por dengue em Goiás, neste ano. A vítima foi de um homem de 49 anos que morava em Cristalina, no Entorno do Distrito Federal. A equipe de combate da SES a dengue registrou 4.796 casos confirmados e 11.581 notificados em 2021. De acordo com o painel da dengue, o estado tem quatro mortes em investigação: em Anápolis, Luziânia, Silvânia e Trindade.

Em plena pandemia da Covid-19, o número de casos de dengue confirmados no Estado no ano passado caiu 43%, na comparação com 2019. Entretanto, esse resultado não é motivo para a população deixar de adotar os cuidados de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti, o vetor da doença.

O alerta é do coordenador de Vigilância e Controle Ambiental de Vetores da Secretaria de Estado da Saúde, Marcello Rosa. O coordenador explicou que a dengue continua sendo uma grande preocupação em termos de saúde pública, por se tratar de uma doença endêmica.

“Todos os anos a gente tem esse problema. Desde a década de 1990 nós passamos por sucessivos problemas”, afirmou. A respeito da redução de 43% no número de casos confirmados de dengue no Estado em 2020, afirmou que isso não é, necessariamente, uma grande vitória, pois essa queda já era esperada.

Explicou que, há cerca de três ou quatro anos, circula em Goiás o sorotipo 2 da dengue, e uma vez que a pessoa adoeceu por um sorotipo ela se torna imune a ele. Então, naturalmente, a população vai se imunizando em relação a um sorotipo e o número de casos cai, ponderou.

Sorotipo 1

Marcello Rosa declarou que agora a preocupação é com o sorotipo 1 da dengue, que não circulava de forma massiva no Estado há mais ou menos cinco anos, e tem ganhado força. Antigamente o sorotipo 1 representava 1% de todos os casos da doença no Estado, e hoje já representa 30%, informou.

Ele acrescentou que é possível fazer a prevenção da dengue por meio da adoção de medidas simples dentro e fora de casa, no último caso se referindo ao quintal.  Dentro de casa, é importante ficar atento aos locais mais prováveis (de se tornarem criadores do mosquito), como o ralinho do banheiro desativado, o vaso sanitário em desuso, o recipiente de degelo que fica na parte da trás da geladeira e os bebedouros de animais.

Fora de casa, a caixa d’água deve ficar vedada e é preciso ter cuidado com as calhas. Marcello se referiu ainda ao costume da população de descartar lixo de forma inadequada no quintal, em lotes baldios, nas ruas e nas praças.

O coordenador da SES comentou ainda o número de mortes causadas pela dengue em Goiás em 2020. Foram confirmados 35 óbitos provocados pela doença. Disse que a primeira morte por Covid-19 registada no Estado no ano passado acometeu um paciente que havia contraído recentemente dengue. “Num cenário de pandemia, o que a gente puder fazer para não adoecer é bem-vindo”, destacou.

O Boletim Epidemiológico de Dengue está disponível no link abaixo:

https://extranet.saude.go.gov.br/public/dengue.html

Dor e medo

A estudante de enfermagem, Joana Karolina Leite, 19 anos, teve dengue em março do ano passado, mesma época em que a pandemia da covid-19 chegou em Goiás. Ela conta que sentiu muita dor de cabeça, febre, pressão baixa, mãos e lábios roxos. “Até os médicos ficaram assustados comigo, porque falaram que eu não tinha nenhum sintoma da dengue, nem a dor nos olhos, que é a principal. Tomei cinco litros de soro e fiquei com o corpo muito mais mole do que já estava. Fiquei 30 dias acamada de dengue”, relata.

A jovem lembra que chegou a perder o olfato e o paladar: “Pesquisando mais sobre a dengue, dizem que é uma coisa normal, porém eu acho que tive a covid-19, mas a minha dengue foi tão mais forte, que se sobressaiu à covid-19”.

 A estudante também sentiu muita dor no corpo — “Dava impressão de que eu estava caindo, e eu sempre dizia pra minha mãe que estava morta, porque não sentia o meu corpo” — e afirma ter medo de pegar a doença novamente: “Ela (dengue) tem os seus níveis, e pode até levar à morte. Por isso, sempre tive o cuidado total na minha casa”.

Prevenção

De acordo com a Secretaria de Saúde, as ações de combate ao mosquito da dengue ocorrem diariamente. A pasta pede que toda a população tire dez minutos por semana para inspecionar o quintal e remover possíveis áreas que possam acumular água parada. Com informações de SES

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