Caçada a Lazaro já torrou mais de R$ 2 milhões em operações. Veja cronologia da fuga

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A caçada ao bandido Lazaro Barbosa, 32 anos, que assassinou quatro pessoas de uma mesma família no DF e baleou outras cinco no Entorno, entre elas um policial militar de Goiás, já tem um gasto de mais de R$2 milhões com operações empreendidas nestes 16 dias.

Até agora, os mais de 300 homens das mais diversas forças de segurança de Goiás e do Distrito Federal, além da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, não conseguiram capturar Lazaro, o assassino em série que matou a tiros e facadas quatro pessoas da mesma família, em Ceilândia, cidade do DF.

Caçada infrutífera

A caçada se estende pelo décimo sexto dia de intensa movimentação policial, cujo aparato, além da mobilização humana armada até os dentes, envolve ainda seis helicópteros, 15 drones, uma martilha de 20 cães farejadores, uma Unidade de Comando Móvel (C-Móvel), cinco viaturas do Corpo de Bombeiros, dezenas de viaturas policiais e uma caminhonete com torre e sistema para aumentar o alcance de rádios comunicadores da polícia.

O aparato esquadrilha uma área de 200 campos de futebol na região do Girassol, que fica 50 quilômetros de Brasília.

Nesta manhã de quinta-feira (24), as buscas voltaram a se intensificar com a informação de que Lazaro foi visto por uma fazenda na região.

O secretário de Segurança de Goiás, Rodney Miranda comanda as buscas pela região.

Gastos com a operação

O Pirenópolis Online pediu informações, mas até agora, nem a Secretaria de Segurança Pública do DF e nem a Secretaria de Segurança Pública de Goiás informam, ao certo, quanto já foram gastos nestes 16 dias de operações, sem sucesso, em busca do criminoso que chama a atenção do país.

De acordo com dados não oficiais, apenas com o uso de helicópteros pertencentes a PMDF, CBMDF, PCDF, PM-GO, PRF e da  Polícia Federal, já passaram de um milhão de reais.

Isto porque, esse tipo de  aeronave, sai ao custo de R$ 6 mil por uma hora de voo.

Tecnologia de ponta

Além do caro patrulhamento realizado pelo ar, mirando uma possível aparição de Lazaro, as operações terrestres não ficam sem a mesma sofisticação.

A PMDF colocou na operação de guerra, contra um homem só, a sua mais importante  e moderna arma contra o crime, como os drones e a alta tecnologia montada sob um ônibus de dois andares, denominado de Comando Móvel e uma caminhonete que tem um sistema para aumentar o alcance de rádios comunicadores da polícia, que chegou na manhã de ontem (24) do Rio de Janeiro .

Os super-veículos são dotados com câmeras de última geração, holofotes auxiliares, rádios, telefones e computadores(ônibus) e a chamada de Estações Rádio Base (EBS), equipada com uma torre de 15 metros de altura e serve como repetidor de sinal dos rádios transmissores(caminhonete).

Toda movimentação da tropa no mato, à procura do assassino em série,  passa pelos olhos e ouvidos dos tripulantes policiais e de seus comandantes.

De acordo ainda com a própria PMDF,  o Centro de Comando Móvel, além da expertise tecnológica, possui mesa de reunião, gabinete privativo, cozinha, banheiros e  beliches para descanso, em caso de missões que ultrapassem 12 horas ininterruptas.

Cronologia da fuga

  • 9 de junho : Lázaro invadiu uma chácara no Incra 9, em Ceilândia (DF), onde matou a tiros e a facadas um casal e dois filhos. Roubou a chácara após o assassinato da família. Ele teria rendido o caseiro, o dono da propriedade e a filha dele;
  • 11 de junho: Lázaro fugiu para Cocalzinho de Goiás logo em seguida.
  • 12 de junho: Ele atirou em quatro pessoas, invadiu fazendas e colocou fogo em uma casa ao fugir da polícia. Os feridos foram levados a hospitais da região, sendo que dois estavam em estado grave até sábado (19).
  • 13 de junho: Furtou um carro e o abandonou na BR-070 após avistar uma barreira policial, dando sequência à fuga para uma mata.
  • 14 de junho: Caseiro de Cocalzinho de Goiás disse à polícia que atirou em Lázaro Barbosa após ele falar que ia entrar na casa. Chacareiro relatou que ele fugiu depois de ser atingido. Lázaro foi filmado no curral de uma fazenda entre os distritos de Edilândia e Girassol. A polícia acredita que ele passou a noite no local. O caseiro diz que o homem pediu comida e em seguida fugiu para a mata;
  • 15 de junho: Dois policiais militares de Goiás foram baleados durante buscas do suspeito. Delegado diz que Lázaro fez casal e adolescente reféns em Edilândia. Uma parente da família relatou os momentos de pânico;
  • 16 de junho: Lázaro Barbosa foi visto por um morador em uma área rural.
  • 17 de junho: a polícia retomou as buscas em matas da região e mudou a base de operação pela segunda vez. Houve nova troca de tiros e secretário de segurança pública acredita que ele esteja ferido;
  • 18 de junho: durante buscas o secretário de segurança pública disse que acredita ter visto Lázaro. Segundo PRF, ele foi visto em um chiqueiro durante a tarde, mas fugiu novamente para vegetação;
  • 19 de junho: a houve uma grande movimentação de policiais na região de Águas Lindas, depois que um morador afirmou ter visto Lázaro em uma gruta da região. No mesmo dia, a cadela que atuou nas buscas pelas vítimas da tragédia de Brumadinho chegou a Cocalzinho de Goiás;
  • 20 de junho: as buscas por ele foram intensificadas por policiais civis, militares e federais. Foram usadas três aeronaves e cinco cães farejadores na caçada.
  • 21 de junho: Pela manhã uma moradora denunciou que viu um homem, parecido com o fugitivo, passar por uma propriedade rural. Policiais e bombeiros com cães farejadores acompanharam a mulher para fazer uma verificação na área. Militares de vários batalhões vasculharam casas rurais em busca de pistas e rastros que Lázaro possa ter deixado;
  • 22 de junho: policiais retomam buscas por Lázaro e recebem rádios comunicados do Exército Brasileiro com alcance de 30km. Pela manhã, equipes periciaram um carro que foi encontrado queimado e, à tarde, um lençol e um serrote, que foram encontrados em um local onde o criminoso pode ter se abrigado, em Águas Lindas de Goiás. À noite, um novo cerco foi montado após troca de tiros entre fazendeiro e suposto invasor.
  • 23 de junho: a SSP disponibilizou um aplicativo para que moradores em uma área de 100 km de distância da região de busca possam fazer denúncias ou pedidos de ajuda. Equipes fizeram buscas em áreas de chácara, mas não conseguiram localizar pistas do fugitivo.
  • 24 de junho: 17º dia com movimentação intensa, um caseiro e fazendeiro foram presos suspeitas de ajudar o procurado a se esconder. A região onde as prisões ocorreram tinha cerco montado por policiais de 14h45 de quinta-feira (24) até por volta de 3h desta madrugada. Nesta área de chácaras só podiam entrar pessoas que comprovaram morar na região, o que provocou filas quilométricas de fazendeiros, chacareiros e prestadores de serviço. Com informações de G1GO e Goiás Notícia, EdiBrasília.

 

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