Polícia Militar apreende uma tonelada de agrotóxicos contrabandeados e Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pirenópolis alerta sobre os riscos que o produto oferece à saúde e ao meio ambiente

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Desde o mês passado, equipes da Polícia Militar e da Delegacia da Receita Federal apreenderam uma tonelada de agrotóxicos contrabandeados. A Ação integrada está sendo realizada no Estado. O produto é de origem chinesa, segundo a polícia, e foi avaliado em R$ 300 mil. Ninguém ainda foi preso.

Segundo a polícia, os agrotóxicos apreendidos são considerados de alto risco para a saúde humana e para o meio ambiente. Os responsáveis pelas cargas apreendidas poderão ser condenados a pena de até 5 anos de prisão. A carga é avaliada em R$ 1 milhão.

A apreensão foi realizada durante patrulhamento em rodovias. O motorista de uma caminhonete que atuava como batedor foi abordado em atitude suspeita e, em seguida, os policiais conseguiram chegar ao veículo que transportava a carga.

Os dois responsáveis pelo transporte afirmaram que a carga foi adquirida no Paraguai e seria entregue no Jardim Atlântico. A dupla receberia R$ 10 mil pelo transporte.

Perigo dos agrotóxicos aos trabalhadores rurais

No Brasil e no mundo a utilização de agrotóxicos na agricultura é bastante comum. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares de Pirenópolis (STRAAF), Fernanda Pina Pereira, disse que geralmente são usados para evitar algum tipo de praga em plantações esses produtos acabam sendo utilizados inadequadamente, gerando riscos à saúde das pessoas e um grande problema de saúde pública. “O mau uso desses produtos além intoxicar pode levar ao óbito”, alertou.

O principal motivo de contaminação – seja no meio ambiente, nos trabalhadores rurais ou nas demais pessoas e seres vivos – tem sido o uso desordenado e abusivo dos agroquímicos, sem obtenção de certeza científica sobre existência de impactos. “Os riscos são grandes e podem ocasionar problemas em curto, médio e longo prazo, a depender da substância utilizada e do tempo de exposição ao produto. Pesquisas apontam que ocorrem, por ano, mais de 200 mil mortes no mundo em virtude de problemas gerados pelo uso de agrotóxicos, sendo que a maioria ocorre em países em desenvolvimento, como o Brasil”, revelou Fernanda.

A realidade mostra a falta de conhecimento a respeito do perigo que esses produtos representam para a saúde e o meio ambiente. Tanto é que os agrotóxicos ainda são conhecidos pelo agricultor brasileiro como “remédio das plantas”. E muitos ainda resistem ao uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), como luvas, respirador/máscara, viseira, capuz, botas, jaleco e calças impermeáveis, obrigatório na atividade agrícola. Vale lembrar que na falta dos EPIs, o empregador pode ser processado civil e criminalmente, e receber multa do Ministério do Trabalho e Emprego.

Um estudo do Ministério da Saúde revela que, além dos trabalhadores rurais, estão também expostos ao risco as pessoas da área de saúde pública, pessoas de empresas desinsetizadoras, que trabalham com transporte, comércio e indústria de síntese. “Toda a população, em alguma fase da vida será exposta a agrotóxicos, seja durante o trabalho ou através do consumo”, frisou a presidente do STRAAF.

O consumidor apesar de tomar uma série de cuidados ao adquirir produtos com agrotóxico não sabe, por exemplo, que ao lava-los com água sanitária os agrotóxicos não são totalmente removidos, pois as substancias penetram nos tecidos vegetais de modo que a lavagem só remove alguns micro-organismos, não sendo eficaz, portanto, na eliminação de agrotóxicos.

Para Fernanda destaca-se, contudo, que o grupo que mais sofre com os efeitos dessas substâncias tóxicas são os trabalhadores rurais que manuseiam frequentemente e diretamente esse tipo de produto. “Por isso, importante fixar que a intoxicação deve ser levada a sério, deve-se tomar as devidas providências frente a casos como esses e, sobretudo, priorizar a prevenção, para diminuir o grau de riscos, de intoxicações e de óbitos”, finalizou.

Para denunciar

Comunicação Setorial
Secretaria de Segurança Pública
(62) 3201-1027

 

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