MTur e LabTrans mapeiam infraestrutura de transportes das Rotas Turísticas do Centro-Oeste. A Rota Goiânia, Pirenópolis e Goiás foi contemplada com o programa Investe Turismo que visa o aumento da qualidade da oferta turística

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MTur e LabTrans mapeiam infraestrutura de transportes da Região Centro-Oeste
Quatro rotas turísticas do Centro-Oeste foram mapeadas pelo estudo do LabTrans em parceria com o MTur – Foto: Pablo Regino / MTur

OMinistério do Turismo e o Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans/UFSC), realizaram um diagnóstico das infraestruturas de transportes existentes nas 30 rotas turísticas estratégicas do país, contempladas no programa Investe Turismo. O mapeamento abordou os modos rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo de cada rota, localizadas nas cinco regiões do Brasil.

“A iniciativa se relaciona com as ações promovidas pelo Fórum de Mobilidade e Conectividade do Turismo (Fórum MOB-Tur). O material possibilitará o planejamento do transporte turístico de passageiros para ofertar melhores condições de deslocamento aos destinos turísticos brasileiros”, destaca o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto.

A Região Centro-Oeste abrange quatro rotas turísticas estratégicas que foram levantadas, caracterizadas e analisadas com relação as infraestruturas de transportes existentes. São elas: Rota Brasília e Chapada dos Veadeiros; Rota Goiânia, Pirenópolis e Goiás; Rota Pantanal Norte e Chapada dos Guimarães; e Rota Pantanal Sul e Bonito.

Nos municípios que integram as rotas foram levantadas informações como a identificação dos municípios pertencentes, de trechos ferroviários, portos organizados com terminais de passageiros, instalações portuárias de turismo e aeroportos. Também foi possível traçar as condições de transporte, incluindo a estrutura existente, integração dos modais e a disponibilidade de informações aos turistas.

“É possível observar que as potencialidades de cada rota estão diretamente ligadas ao segmento de turismo desenvolvido na região em que está localizada. A Região Centro-Oeste, por exemplo, possui o modal rodoviário mais desenvolvido, até por uma questão histórica, mas também devemos olhar com atenção para os outros segmentos a fim de desenvolvê-los”, explica a secretária nacional de Atração de Investimentos Parcerias e Concessões, Débora Gonçalves.

Para ver o relatório na íntegra, clique AQUI.

ROTAS

A Rota Brasília e Chapada dos Veadeiros é composta pelas regiões turísticas de Brasília (DF) e da Chapada dos Veadeiros, que abrange os municípios de Alto Paraíso de Goiás e Cavalcante, no estado de Goiás.

No âmbito da infraestrutura rodoviária, foram identificadas 33 instalações no percurso com potencial para serem adaptadas a condições e exigências para se tornarem futuros Pontos de Apoio ao Viajante (PAV). Os PAVs consistem em estruturas de apoio aos usuários/turistas e seus veículos implantados ao longo dos trechos rodoviários para servir tanto ao transporte individual quanto ao coletivo público ou privado.

Do ponto de vista aeroportuário, o Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek, localizado na capital federal, se destaca por ser o mais movimentado da Região Centro-Oeste.

Já a infraestrutura ferroviária na Rota Brasília e Chapada dos Veadeiros, segundo o estudo, é ainda pouco desenvolvida. No entanto, observa-se potencial para a implantação de trens turísticos em trechos ociosos e para a preservação da memória ferroviária nacional com o novo marco regulatório das ferrovias.

No que se refere à infraestrutura aquaviária, as características geográficas da região, com poucas hidrovias navegáveis próximas, demonstram um potencial menor neste modal em relação a outras rotas. A Rota é permeada, principalmente, pelos trechos em operação e em planejamento da Hidrovia do Tocantins.

A Rota Goiânia, Pirenópolis e Goiás é composta por três municípios, todos dentro do estado de Goiás, que fazem parte de duas regiões turísticas: a Região dos Negócios e Tradições, que abrange o município de Goiânia; e a Região Turística do Ouro e dos Cristais, que contempla os municípios de Pirenópolis e Goiás. A rota possui 612,1 km de rodovias, com quatro terminais rodoviários de passageiros interestaduais.

Nos trechos observados, foram identificadas 64 instalações com potencial para serem adaptadas para se tornarem futuros PAVs. Destaca-se que foi observada a maior ocorrência de PAVs na área urbana de Anápolis. Também foi constatada certa concentração dessas instalações nas áreas urbanas dos municípios localizados entre Goiânia e Goiás e algumas ocorrências entre Pirenópolis e Goiás.

Na Rota Goiânia, Pirenópolis e Goiás, existem 51 estações pertinentes à infraestrutura ferroviária apresentada no estado de Goiás, das quais 35 se encontram em operação e, destas, duas estão localizadas nos limites de Goiânia e entorno. Porém, atualmente, nenhuma é utilizada para transporte de passageiros.

A Rota Pantanal Norte e Chapada dos Guimarães é composta por cinco municípios, todos dentro do estado de Mato Grosso, que fazem parte de três regiões turísticas: Circuito das Águas, com os municípios de Chapada dos Guimarães e Nobres; Metropolitana, com o município de Cuiabá; e Pantanal Mato-Grossense; com os municípios de Cáceres e Poconé.

Na rota foram observadas 82 instalações que têm potencial para se tornarem futuros PAVs. Foi identificada a maior ocorrência de PAVs nos arredores de Cuiabá, mas também há certa concentração dessas instalações nas áreas urbanas dos municípios localizados entre Cáceres e Chapada dos Guimarães.

No campo aeroportuário, a Rota Pantanal Norte e Chapada dos Guimarães conta com aeroportos com operação doméstica, totalizando 55 instalações, dos quais oito se destacam, localizadas em Cuiabá, Sorriso, Primavera do Leste, Sinop, Tangará da Serra, Alta Floresta, Barra do Garças e Rondonópolis, no estado de Mato Grosso. Somando-se todos os aeroportos da rota, são ofertados 618 voos por semana, segundo dados de dezembro de 2019, para um número de 28 localidades entre origens e destinos.

A infraestrutura aquaviária do estado do Mato Grosso conta com 4.111,8 km de hidrovias, além de um terminal de uso privado em operação localizado no município de Cáceres. O estudo concluiu que a Rota Pantanal Norte e Chapada dos Guimarães apresenta potencial natural para deslocamentos utilizando o transporte aquaviário, mas sua exploração ainda se encontra em planejamento. Sendo necessário o planejamento de três novas instalações portuárias, correspondentes ao Portos Públicos de Rondonópolis, no Rio São Lourenço; de Cuiabá, no Rio Cuiabá; e de Cáceres, no Rio Paraguai, que poderiam integrar o planejamento do transporte de passageiros e potencializar o turismo na região.

A Rota Pantanal Sul e Bonito é composta por sete municípios, todos dentro do estado de Mato Grosso do Sul, e abrange três regiões turísticas: Bonito-Serra da Bodoquena, com os municípios de Bodoquena, Bonito e Jardim; Caminho dos Ipês, com o município de Campo Grande; e Pantanal, com os municípios de Aquidauana, Corumbá e Miranda.

Quanto à infraestrutura rodoviária, foram identificadas 124 instalações que têm potencial para se tornarem futuros PAVs.

A Rota também conta com aeroportos com operação doméstica, totalizando 135 instalações. O Aeroporto Internacional de Campo Grande está previsto na 7ª rodada de concessões, junto ao Bloco SP/MS, além disso, se caracteriza por ser o mais movimentado da região e realizar transporte doméstico de passageiros. Somando todos os aeroportos da rota, são ofertados 296 voos por semana, segundo dados de dezembro de 2019, para um número de dez localidades entre origens e destinos.

Já em relação à infraestrutura aquaviária, foi possível identificar um potencial natural para este tipo de transporte, pois a rota encontra-se permeada pela Hidrovia Paraguai – Paraná e Hidrovia do Tietê-Paraná e tendo em vista a existência e o planejamento de Portos Públicos que permitem operar o transporte de passageiros, localizados nos municípios de Corumbá, Guaíra, Rosana, Manga, Porto Esperança, Porto Murtinho e Presidente Epitácio.

O estudo completo destas e das demais rotas estratégicas, bem como outros produtos desenvolvidos no âmbito da parceria entre o MTur e o LabTrans/UFSC são apresentados à autoridades e técnicos dos setores de turismo e de mobilidade nas reuniões do Fórum de Mobilidade e Conectividade e encontram-se disponíveis em Fórum MOB-Tur — Português (Brasil) (www.gov.br).

INVESTE TURISMO

O objetivo principal do programa, desenvolvido conjuntamente pelo Ministério do Turismo, Sebrae e Embratur, é acelerar o desenvolvimento, aumentar a qualidade e a competitividade em 30 Rotas Turísticas Estratégicas do Brasil, com foco na geração de empregos.

As rotas turísticas selecionadas receberão ações organizadas em quatro linhas de trabalho que vão desde o fortalecimento da governança, por meio de uma agenda estratégica entre setor público e privado; melhoria dos serviços e atrativos turísticos, com foco especial nas micro e pequenas empresas; marketing e apoio à comercialização, por meio de campanhas, produção de inteligência mercadológica e participação em eventos estratégicos; até a atração de investimentos e o apoio ao acesso a linhas de crédito e fontes de financiamento. Os projetos visam o aumento da qualidade da oferta turística nas rotas selecionadas em todas as regiões brasileiras. Via Tribuna Hoje

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