O Cine Arandu é uma mostra de filmes de curtas-metragens brasileiros de cunho cultural e ambiental, conta com 162 filmes inscritos de vários estados, destes 26 foram selecionados e serão exibidos durante a programação aberta ao público e gratuita, em sua grande maioria animações infantis.
A curadoria dos filmes foi feita em conjunto com jovens integrantes do projeto Arandu Ecopedagogia, o público-alvo é estudantes da rede pública de Pirenópolis. Além das sessões de cinema, a programação conta também com apresentações culturais, como a do grupo de percussão infantojuvenil Pequi Sonoro ( dia 10, às 15h30), e atividades lúdicas na área externa do teatro.
O filme Dandara, curta-metragem produzido em Goiás, é um dos destaques da mostra, bem como Nossos Sonhos pela Janela. Outro curta-metragem esperado é Jardim Mágico, que realça nesse espaço da infância possibilidades de como as novas gerações podem trabalhar suas relações e caminhos de uma forma mais promissora.
Voltado à promoção de sessões de cinema e atividades de formação audiovisual para crianças e adolescentes entre 5 e 16 anos, o Cine Arandu teve início em novembro de 2021, em Pirenópolis (GO), idealizado pela bióloga Aline Lino e a roteirista Lidiana Reis.
Desde então, o projeto tem articulado audiovisual, cultura, educação e consciência socioambiental, promovendo experiências que estimulam o pensamento crítico e a criatividade. Além das sessões temáticas e ciclos formativos para professores, há produção de conteúdos autorais, como o curta-metragem Pirenópolis, a guardiã das águas (2023), desenvolvido pelas próprias crianças.
Com apoio das Secretarias de Cultura e Retomada do Governo de Goiás, do Instituto Bororó, da Sol a Pino Filmes, da The Best Açaí e do Sesc Goiás, este projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB – Pirenópolis), do Governo Federal, através do Ministério da Cultura (MinC), operacionalizado pela Prefeitura de Pirenópolis .
A mostra Cine Arandu é um projeto de educação não formal fundado em 2021 pela bióloga Aline Lino. “Essa turminha vem pro Arandu, porque descobriram prazeres esquecidos das gerações atuais como brincar no quintal, aprender de forma lúdica e jogos com os amigos”, explica Aline Lino, completando que, “além da mudança de hábitos nocivos, como excesso de tempo gasto em redes sociais, acreditamos no desenvolvimento humano e no resgate de novas formas de entretenimento como o gosto pelo ato de “ir ao cinema”, a interação com o outro, o investimento no autoconhecimento e em relacionamentos fora do ambiente virtual, com foco na alteridade e na capacidade em se colocar no lugar do outro”.
Programação Cine Arandu
O Cine Arandu terá exibições de curta-metragens com curadoria feita pelas produtoras do projeto, Aline Lino, Lidiana Reis, Uyara Queiroz (Instituto Bororó) e crianças participantes, que também integram o evento como jurados e monitores. Aberto ao público, o festival não tem necessidade de inscrições prévias e tem como público-alvo crianças e adolescentes das escolas públicas de Pirenópolis.
Num mundo cada vez mais marcado pelo uso intenso de novas tecnologias e redes sociais, o que impacta diretamente a saúde mental, o Cine Arandu chega como movimento de respiro e de escuta para crianças e adolescentes, um território de pausa e reconexão, tanto consigo mesmo como com a natureza e as expressões culturais do país.
Uyara Queiroz exemplifica o filme O Bicho que eu tinha medo, bastante esperado no Cine Arandu é um dos destaques entre as animações que serão exibidas na programação. Segundo ela, a produção é uma fábula sensível sobre identidade, afeto e pertencimento. A produção foi selecionada em oito festivais da América Latina, como o Festcine Kids Cartagena e o Festival de Cinema da Infância e Adolescência de Bogotá.
Lidiane Reis explica que os curtas selecionados, abordam temas ambientais e culturais, despertam sensibilidade, empatia e senso crítico, contribuindo para uma formação mais consciente e conectada com o mundo real, explorando também novas possibilidades de uso das tecnologias. “Com os filmes e as oficinas formativas, crianças e adolescentes têm oportunidade de se perceber como parte de um mundo diverso, estimulando uma visão mais plural sobre si mesmo, sua realidade e o seu futuro, e até o desenvolvimento emocional”, disse Lidiana Reis
Além das atividades que ocorrem durante a mostra Cine Arandu, a Arandu Ecopedagogia tem um calendário gratuito aberto durante todo os meses do ano. Podem participar crianças de 4 a 16 anos. Mais informações e programação completa em @arandu_ecopedagogia. Parceiro;
