Com relatório técnico finalizado pela equipe de consultoria contratada para revisar o plano diretor, Pirenópolis caminha para mudanças com o novo projeto. Entre outras demandas, o documento prevê ações de preservação de zonas específicas dos patrimônios histórico e ambiental.
Ele salienta que o turismo é a maior fonte econômica de Pirenópolis justamente por causa do patrimônio histórico, cultural e urbanístico. Segundo o advogado, as pessoas gostam de visitar Pirenópolis para conhecer os casarões, as igrejas e outros pontos de visitação, por isso esses são locais que precisam ser preservados. “Não podemos matar a nossa galinha de ovos de ouro. Precisamos discutir mais sobre o contexto e ampliar juridicamente as possibilidades de empreender, porque não cabem dez pessoas em um metro quadrado. A expansão territorial urbana sem dúvida é fundamental, mas uma legislação vai atribuir maior proteção a esse nosso patrimônio”.
Turismo de qualidade
De acordo com o secretário de Pirenópolis, aumentar a demanda de turistas sem um acompanhamento da qualidade com estudos que direcionem a lotação da cidade, pode não contribuir para a preservação do patrimônio histórico cultural do município. “Estamos no limite da capacidade turística suportada pela cidade. Para se ter uma ideia, sempre que um evento vai acontecer aos finais de semana, é necessária uma séria avaliação, isso porque a cidade está sempre lotada e receber mais pessoas específicas para um novo evento pode prejudicar toda a sua logística. Em alta temporada, por exemplo, não liberamos eventos na cidade para não exceder’, explica.
César Augusto salienta que alguns cuidados são necessários quanto à quantidade de turistas no município, para que ele não sofra maiores danos com uma demanda não suportável. O projeto do novo plano diretor deve criar novas modalidades de turismo para o município com estratégias que melhorem a qualidade das visitações. “Em Pirenópolis, o período pós-pandemia aumentou a quantidade de visitantes e o plano diretor pode indicar algumas diretrizes que contribuam com o desenvolvimento econômico do setor de turismo. Sobretudo, essas orientações apenas funcionarão agregadas a outros instrumentos jurídicos necessários, como planos específicos para cada área no intuito de proteger o patrimônio de Pirenópolis”, finaliza o secretário. Fonte: Diário da Manhã
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