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O “Efeito Torcida”: fortes picos comerciais no setor de alimentos e bebidas e um fenômeno curioso de altos e baixos drásticos na demanda por energia elétrica

O comportamento de consumo dos brasileiros durante os jogos da seleção na Copa do Mundo de 2026 desenha um cenário. Veja:

A significativa redução do consumo de energia elétrica durante o jogo do Brasil contra o Japão, na tarde desta segunda-feira, 29, combinada com a elevada geração solar distribuída no horário da partida, iniciada às 14h, levou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a restringir cerca de 20 gigawatts (MW) de geração de energia renovável. Esse montante corresponde à capacidade instalada combinada das usinas de Belo Monte e de Tucuruí.

🍔 Alimentação, Bebidas e Delivery
O comércio e o varejo alimentar operam como um “segundo Natal”, impulsionados pelo fato de que a maioria dos torcedores prefere assistir às partidas em casa (com amigos ou familiares) ou em estabelecimentos comerciais. 
⚡ O “Efeito Torcida” na Energia Elétrica
O comportamento do torcedor gera um desafio gigantesco para o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS): 
Se você quiser, posso detalhar:

“O objetivo da redução é prevenir riscos à estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) e evitar a perda de controlabilidade do sistema, preservando a segurança e a continuidade do fornecimento de energia à sociedade”, disse o Operador, em nota.                                              O ONS adotou, desde o início do mundial, uma operação especial para as partidas da seleção brasileira, com medidas de planejamento, previsão de carga, programação da operação e tempo real para garantir que as rampas de carga durante os jogos sejam acompanhadas adequadamente pelas variações de geração e uso dos recursos de controle de tensão.

A mobilização de grande parte da população para assistir a equipe brasileira altera o comportamento da carga do SIN. O consumo de eletricidade começa a diminuir cerca de uma hora antes da partida, se acentua durante o jogo, tem um repique no intervalo e volta a cair no segundo tempo. Após o apito final, quando as pessoas retomam as suas atividades, a carga tem forte elevação, voltando ao padrão habitual.

Na partida desta segunda-feira, a carga de energia no SIN chegou ao valor mínimo de 66.515 megawatts (MW) às 14h47, montante 17,4% menor que o verificado na data de referência estabelecida pelo ONS (9 de junho), no mesmo horário. Perto do fim do segundo tempo, quando a partida esquentou, com os dois times tentando fugir da prorrogação e buscando o gol da vitória, o consumo de eletricidade caiu ainda mais em relação à referência, chegando a uma diferença máxima de 21,0%.

Após o apito final, o movimento foi inverso e houve uma elevação da carga de 12.784 MW em 60 minutos, o equivalente à soma das cargas médias de Paraná e Minas Gerais, exigindo manobra contrária, de acionamento de usinas, pelo Operador.

Havia uma certa preocupação entre agentes do setor elétrico com a operação especial desta segunda-feira, uma vez que foi realizada num horário de significativa geração solar, quando diariamente o ONS já determina restrição de geração renovável para evitar excesso de oferta no sistema. No entanto, conforme reportou a Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o Operador considerava que haveria requisitos de potência suficientes para operação segura.                                                              Parceiro;

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