O comportamento de consumo dos brasileiros durante os jogos da seleção na Copa do Mundo de 2026 desenha um cenário. Veja:
A significativa redução do consumo de energia elétrica durante o jogo do Brasil contra o Japão, na tarde desta segunda-feira, 29, combinada com a elevada geração solar distribuída no horário da partida, iniciada às 14h, levou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a restringir cerca de 20 gigawatts (MW) de geração de energia renovável. Esse montante corresponde à capacidade instalada combinada das usinas de Belo Monte e de Tucuruí.
- Os itens mais procurados: De acordo com dados da CNDL/SPC Brasil, os produtos que lideram as intenções de compra são as bebidas não alcoólicas (refrigerantes e sucos) com 68% de preferência, seguidas por petiscos/snacks (62%), carnes para churrasco (60%) e cervejas (59%).
- O “efeito pão de alho”: Pesquisas de varejo apontam que o pão de alho consolidou-se como um dos maiores crescimentos de vendas nos supermercados, adaptando o tradicional churrasco para petiscos rápidos.
- Bares e Restaurantes: A CNC projeta um faturamento recorde de R$ 2,42 bilhões para o setor no Brasil durante o torneio. Dados da estreia do Brasil registraram um salto imediato de 15,3% nas vendas em bares comparado ao ano anterior, com o iFood Pago registrando altas expressivas de transações no pré e pós-jogo.
- Durante a partida (Queda): O consumo nacional chega a cair até 21% enquanto a bola está rolando. Como milhões de pessoas param suas atividades normais para focar na TV, fábricas reduzem o ritmo e o comércio esvazia, aliviando momentaneamente a rede. No jogo contra o Japão, o ONS precisou restringir 20 GW de geração renovável para evitar uma sobrecarga pela falta de consumo.
- No Intervalo e Pós-Jogo (Explosão de Demanda): No minuto em que o juiz apita, o consumo sofre uma subida vertical, apelidada de “rampa”. Milhões de torcedores vão simultaneamente ao banheiro, abrem a geladeira ou ligam o micro-ondas. Na partida contra a Escócia, o intervalo gerou um salto de 5.632 MW em apenas nove minutos — volume que equivale ao consumo de estados inteiros.
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“O objetivo da redução é prevenir riscos à estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) e evitar a perda de controlabilidade do sistema, preservando a segurança e a continuidade do fornecimento de energia à sociedade”, disse o Operador, em nota. O ONS adotou, desde o início do mundial, uma operação especial para as partidas da seleção brasileira, com medidas de planejamento, previsão de carga, programação da operação e tempo real para garantir que as rampas de carga durante os jogos sejam acompanhadas adequadamente pelas variações de geração e uso dos recursos de controle de tensão.
A mobilização de grande parte da população para assistir a equipe brasileira altera o comportamento da carga do SIN. O consumo de eletricidade começa a diminuir cerca de uma hora antes da partida, se acentua durante o jogo, tem um repique no intervalo e volta a cair no segundo tempo. Após o apito final, quando as pessoas retomam as suas atividades, a carga tem forte elevação, voltando ao padrão habitual.
Na partida desta segunda-feira, a carga de energia no SIN chegou ao valor mínimo de 66.515 megawatts (MW) às 14h47, montante 17,4% menor que o verificado na data de referência estabelecida pelo ONS (9 de junho), no mesmo horário. Perto do fim do segundo tempo, quando a partida esquentou, com os dois times tentando fugir da prorrogação e buscando o gol da vitória, o consumo de eletricidade caiu ainda mais em relação à referência, chegando a uma diferença máxima de 21,0%.
Após o apito final, o movimento foi inverso e houve uma elevação da carga de 12.784 MW em 60 minutos, o equivalente à soma das cargas médias de Paraná e Minas Gerais, exigindo manobra contrária, de acionamento de usinas, pelo Operador.
Havia uma certa preocupação entre agentes do setor elétrico com a operação especial desta segunda-feira, uma vez que foi realizada num horário de significativa geração solar, quando diariamente o ONS já determina restrição de geração renovável para evitar excesso de oferta no sistema. No entanto, conforme reportou a Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o Operador considerava que haveria requisitos de potência suficientes para operação segura. Parceiro;















