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Moradores de Pirenópolis temem risco a sáude com a chegada de mineradora

A preocupação com a mineração de ouro em Pirenópolis é legítima e tem fundamento em ações recentes, especialmente após a mineradora canadense Rover Critical Minerals adquirir os direitos integrais do Projeto Aurífero de Pirenópolis. 
A possibilidade de retomar a extração mineral em larga escala colide diretamente com o modelo econômico atual da cidade. Pirenópolis consolida-se como um polo de ecoturismo, preservação histórica e sustentabilidade, atraindo mais de 1,3 milhão de visitantes anuais.

A chegada de novas frentes de mineração, especialmente projetos de extração de ouro por mineradoras estrangeiras em Pirenópolis, tem gerado forte apreensão na comunidade. Os moradores temem riscos à saúde pública devido à possível contaminação das águas e do solo, além de impactos negativos ao meio ambiente, à cultura e ao turismo. 

Os Principais Alertas da Comunidade e do Setor de Turismo
  • Ameaça aos recursos hídricos: O projeto da mineradora abrange duas bacias hidrográficas e fica muito próximo ao Rio Dois Irmãos, uma das fontes de água mais cristalinas da região. Moradores e guias alertam que o uso intensivo de água, o risco de contaminação por rejeitos e o desmatamento podem destruir as famosas cachoeiras da cidade.
  • Impacto no comércio e hotelaria: A economia local depende da imagem de “refúgio de natureza e paz”. A chegada de maquinário pesado, poluição sonora e poeira descaracterizaria o ambiente, afastando os turistas e prejudicando hotéis, pousadas e a gastronomia.
  • Descompasso institucional: O avanço do projeto ocorreu sem transparência inicial. Tanto a Prefeitura de Pirenópolis quanto a Secretaria de Meio Ambiente de Goiás (Semad) declararam que o processo corria na Agência Nacional de Mineração (ANM) sem licenciamentos ambientais locais aprovados ou comunicados oficiais às esferas municipais.
  • Contradição histórica: Embora a cidade tenha nascido no século XVIII por conta do ciclo do ouro, hoje esse passado é valorizado estritamente como patrimônio cultural e arqueológico (como o Museu das Lavras de Ouro e as ruínas antigas), e não como uma atividade industrial ativa. 

  • Saúde e Segurança Ocupacional: A extração mineral afeta a qualidade do ar, e a exposição a poeiras (como a sílica, comum nas jazidas locais) apresenta graves riscos respiratórios aos trabalhadores e moradores.
  • Impacto no Turismo e na Economia: Por ser uma cidade tombada pelo Patrimônio Histórico, a comunidade teme que megaoperações a céu aberto desfigurem a paisagem natural e prejudiquem o turismo, que é o principal motor econômico do município. 
Histórico Recente e Mobilização
O avanço da mineração não é novidade em Pirenópolis, que já lida há anos com os severos impactos ambientais, sociais e à saúde dos trabalhadores causados pela extração de quartzito. Recentemente, a compra de direitos para a exploração de ouro pela mineradora canadense Rover Critical Minerals reacendeu os alertas na cidade. 
A situação chegou a chamar a atenção de órgãos como o Ministério Público Federal (MPF), que investigou irregularidades e a destruição de cavidades naturais na região, recomendando a suspensão de licenças de empreendimentos minerários no local. 
Para acompanhar o desenrolar das investigações ou buscar orientações sobre a defesa do patrimônio local, você pode acessar os canais de comunicação da Prefeitura de Pirenópolis ou acompanhar as pautas ambientais do Ministério Público Federal.
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