Clima seco agrava riscos de Covid-19 e aumenta propagação de infecções por bactérias

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O clima seco começa a se intensificar depois de mais de mais 60 dias sem chuva. Especialistas afirmam que o período de estiagem pode agravar doenças respiratórias e aumentar a propagação de infecções por vírus e bactérias. Em tempos de Coronavírus o cuidado com a saúde deve ser redobrado para que o aumento dos casos não leve à uma sobrecarga maior do sistema de saúde ou que infecções respiratórias deixem as pessoas mais vulneráveis aos males causados pela Covid-19.

De acordo com a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas devem permanecer amenas na início da manhã e durante a madrugada, mas devem ter uma grande amplitude térmica ao longo do dia.  As mínimas devem variar de 13ºC a 20ºC e as máximas podem alcançar 31ºC. A umidade relativa do ar deve permanecer baixa, com mínimas variando de 20% a 30%. O Inmet estima que a umidade relativa do ar deva ficar em torno dos 78% para garantir uma boa qualidade do ar.

Quando a umidade relativa do ar fica abaixo de 30%, o Instituto considera a região como “alerta amarelo” alertando para perigo potencial. Segundo o gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo), André Amorim, as próximas precipitações devem ocorrer apenas em meados de outubro. “As temperaturas devem começar a se elevar gradativamente, mas ainda estamos com as manhãs mais frias”, declara.

As baixas temperaturas não afetam a propagação do vírus como foi pensado no início da pandemia. No entanto, a pneumologista Fernanda Miranda de Oliveira acredita que a propagação do vírus Sars-Cov-2 pode aumentar com a baixa umidade do ar, característica do período da estiagem. “As doenças transmitidas por aerossóis de modo geral têm sua disseminação aumentada nos meses de inverno. Isso acontece porque a baixa umidade do ar mantém as partículas suspensas por mais tempo, os níveis de poluição atmosférica aumentam e as pessoas tendem a ficar por mais tempo em ambientes fechados”, explica.

A diretora de vigilância epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Grécia Carolina Pessoni, afirma que ainda não há comprovação científica de que o clima seco e frio aumente a propagação do Sars-Cov-2. No entanto, alerta que o cuidado com a prevenção de outras infecções respiratórias comuns neste período do ano pode ser uma arma contra a Covid-19. “As infecções respiratórias se tornam um fator de risco para a doença causada pelo Coronavírus e se manter saudável é muito importante”, declara.

Grécia diz que se os sintomas respiratórios persistirem deve-se buscar atendimento em uma unidade de saúde. “Enquanto a pessoa tiver sintomas leves como febre baixa e tosse, é melhor se recuperar em casa. Mas se os sintomas persistirem por mais de três dias, é importante buscar testes de Covid-19 antes que os sintomas se agravem”, conclui.

Ela ainda pontua que quando a umidade do ar fica abaixo de 30%, as vias respiratórias ficam mais ressecadas e a irritação das mucosas é maior. “Principalmente as crianças sofrem mais com doenças respiratórias nesta época. Além disso, outros vírus circulam com mais facilidade no tempo seco”, explica.

Dioni Gonçalves vei do Pará para Goiás e disse: “Eu venho de um Estado onde o clima é muito úmido e a maior dificuldade para me adaptar aqui foi o tempo seco”, admite. Ele ainda diz que o aumento de doenças respiratórias é visível nesta época do ano. “Vejo muito mais gente tossindo e gripando. Temos que nos cuidar para não adoecer”, alerta. Dioni sempre anda nas ruas usando máscara de proteção para prevenção do novo Coronavírus. “Acredito que a gente deve redobrar os cuidados nessa época porque o clima pode nos deixar mais vulneráveis”.

Doenças respiratórias podem gerar confusão  

Entre as doenças respiratórias que podem aumentar neste período do ano estão gripes, resfriado, pneumonia, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), asma, rinite e sinusite. A gripe é a principal dessas doenças que pode ser confundida com a Covid-19. “Porque geralmente apresenta febre, dor de cabeça, indisposição, tosse que pode ser seca ou produtiva, dor de garganta e sintomas nasais como obstrução nasal, coriza, espirros, além da falta de ar”, esclarece a doutora Fernanda, que é pneumologista há 22 anos.

A pneumologista Fernanda Miranda de Oliveira afirma que fumantes e portadores de doenças respiratórias crônicas são grupos de risco para enfermidades virais respiratórias e também para a Covid-19. Essas pessoas devem redobrar os cuidados durante a estiagem. “Esses pacientes devem prestar muita atenção neste período, quando as viroses são mais frequentes e especialmente agora em que estamos vivendo uma pandemia”, alerta.

Ela ainda diz que é importante que as pessoas estejam com sintomas controlados e uso correto da medicação e para que nenhum tratamento seja interrompido sem orientação médica. Em caso de piora dos sintomas eles devem procurar assistência médica o mais rápido possível’, salienta a pneumologista, que ressalta também que essas precauções valem, inclusive, para quem não é do grupo de risco.

Dicas

No geral, é possível se prevenir para evitar contrair alguma doença respiratória durante o inverno e Fernanda Miranda dá as dicas. “Manter-se bem hidratado, evitar locais pouco arejados ou com aglomerações, lavar sempre bem as mãos, usar soro fisiológico nas narinas, evitar o uso de ar condicionado, se possível usar umidificadores nos ambientes, evitar ambientes externos no período das 10h às 16h, quando a umidade relativa do ar estiver menor que 50%, não fumar”, aponta.

Fonte: O Hoje

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