Apesar do esforço das forças de segurança, Goiás terminou 2025 com 60 casos de feminicídio, número que se iguala ao saldo de 2024. Levantamento feito, que acompanha as ocorrências desde o dia primeiro de janeiro, mostra que as vítimas mulheres foram atacadas em 33 cidades no ciclo que encerrou na última quarta-feira (31). A grande maioria dos crimes foi cometida com arma de fogo.
Goiânia e Rio Verde encabeçam a lista com seis casos cada em 2025. O município do Sudoeste goiano, entretanto, chama atenção pelo fato de metade dos crimes terem sido praticados por um mesmo autor. Trata-se de Rildo Soares dos Santos, 33, suposto serial killer já condenado a 140 anos de prisão e indiciado por outros crimes, incluindo uma tentativa de latrocínio.
A segunda posição é dividida por Águas Lindas de Goiás e Caldas Novas, ambas com quatro casos. A primeira chamou atenção por concentrar três dos crimes em um único mês, dezembro. Formosa ocupa a terceira colocação, com três casos registrados. Aparecida de Goiânia, Anápolis, Goianésia, Niquelândia, Senador Canedo, Valparaiso, Abadia de Goiás, Leopoldo de Bulhões e Luziânia figuram com 2 cada uma.
Ao todo 19 municípios dividem a última colocação, cada uma com um feminicídio contabilizado. São eles: Aparecida do Rio Doce, Alto Horizonte, Aruanã, Bela Vista, Ceres, Cristalina, Itapuranga, Maurilândia, Morrinhos, Nova Veneza, Orizona, Pirenópolis, Planaltina, Posse, Quirinópolis, Santa Terezinha, Santo Antônio do Descoberto, Trindade e Vila Propício.
95% dos autores foram presos
Dados obtidos junto às ocorrências policiais mostram que 95% dos autores de todos os feminicídios ocorridos neste ano em Goiás foram presos, a grande maioria deles, ainda em flagrante. Em cinco casos, os assassinos tiraram as próprias vidas logo após praticarem o crime. Três destes autoextermínios foram registados em março. Os dois restantes ocorreram em abril e em novembro.
Meses mais violentos
Dezembro foi o mês mais violento de 2025, com 10 casos contabilizados. Julho aparece na segunda colocação, com nove registros. Março ocupa a terceira posição, com sete óbitos femininos confirmados. Já janeiro foi o mês menos violento do ano, sem registros de feminicídio.
















