Pirenópolis mantém a tradição! Festa do Divino Espírito Santo celebra a religiosidade

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Fotos extraídas de redes sociais

Trazida para o Brasil pelos portugueses no século XVI, a Festa do Divino, uma das maiores expressões da devoção popular brasileira, comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Cristo e acontece 50 dias após o Domingo de Páscoa. O ápice corresponde ao Pentecostes do calendário oficial católico. O Pentecostes foi chamado pelo Papa João Paulo II de “a nova primavera do Espírito Santo”.

As festas do Divino são comuns em várias regiões do Brasil. As mais famosas acontecem em Pirenópolis (GO), Alcântara (MA), Parati (RJ), São Luís do Paraitinga, Mogi das Cruzes e Tietê (SP). Esta devoção originou-se de uma exortação do Sumo Pontífice Leão XIII. Com efeito, o mesmo Santo Padre, em um breve 5 de maio de 1895, aconselhando os católicos a fazerem devotamento a novena do Espírito Santo sugeria como fórmula de uma prece especial, a seguinte invocação, que recomenda seja insistentemente repetida: “Enviai o vosso Espírito e tudo será criado; e renovareis a face da terra”.

Uma das mais antigas no país é a de Pirenópolis. Tradição secular realizada desde 1819 movimenta a cidade histórica goiana até Domingo de Pentecoste, próximo dia 23 com a coroação de um novo Imperador. Normalmente faz parte desta festa vários tipos de festejos, compostos por inúmeras manifestações religiosas, folclóricas e artísticas como o espetáculo das Pastorinhas, procissões, reinados, alvoradas, folias e as tradicionais Cavalhadas, mas este ano, devido à pandemia, está em novo formato, somente as novenas e as missas, estão sendo realizadas em sistema Drive In e transmitidas pela Rádio Jornal Meia Ponte, pelo Youtube da Paróquia ou pelo Facebook da Prefeitura.

Mesmo sem a programação completa envolvendo a participação de toda comunidade, Pirenópolis está ainda mais maravilhosa com iluminação especial da Igreja Matriz e as belíssimas decorações nas portas e janelas das residências dos fieis.

Pirenópolis desde 1819

A Festa do Divino Espírito Santo em Pirenópolis, mantém sua tradição promove desde 1819, a mais conhecida festa do Estado de Goiás, uma das mais famosas no País, sempre iniciando 50 dias após a Páscoa. São quase dois meses de festejos compostos por inúmeras manifestações religiosas, folclóricas e artísticas como a Folia Rural, novenas, o espetáculo das Pastorinhas, procissões, missas e o as tradicionais Cavalhadas, ponto alto da festa.

O evento se tornou tão importante para Pirenópolis que, em abril de 2010, a Festa do Divino se tornou Patrimônio Histórico Oral Imaterial Nacional, título concedida pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan). Manter a tradição ao Divino Espírito Santo é o que mais motiva quem participa da folia.

Origem da Festa do Divino

A origem da Festa de Pentecostes, chamada popularmente de Festa do Divino, como se conhece hoje vem de Portugal no século XIV, com uma celebração estabelecida pela Rainha Isabel (1271-1336), canonizada com o nome de Santa Isabel Rainha de Portugal, conhecida pela sua extrema caridade, quando mandou construir uma da igreja dedicada ao Espírito Santo, na cidade de Alencar.

Para a inauguração dessa Igreja, toda a corte foi convidada e as ruas se enfeitaram para receber o cortejo real. A devoção se difundiu rapidamente e tornou-se uma das mais populares de Portugal. Essa festa chegou ao Brasil com os primeiros povoadores portugueses e por seus folguedos se espalhou com facilidade por todas as regiões brasileiras.

Há documentos que confirmam a realização da festa do Divino em diversas localidades brasileiras desde os séculos XVII. É o caso de uma carta do capelão João de Morais Navarro a Rodrigues Cezar de Menezes, então governador da Capitania de São Paulo, datada de 19 de maio de 1723, que se iniciava com as seguintes palavras: “Indo ter à festa do Santíssimo Espírito Santo na Vila de Jundiai” – em “Documentos Avulsos”, publicação do Arquivo do Estado.

No Vale do Paraíba Paulista, onde a cultura popular encontra a sua manifestação maior no jeito de ser caipira (modelo sobretudo do Estado de São Paulo, onde compreende a maioria da sua população tradicional), a festa firmou-se na maioria dos municípios (seja em comemorações grandes na zona urbana, ou pequenos festejos nos bairros rurais.

Cores e símbolos

Seu principal símbolo é uma pomba branca, que representa o Divino Espírito Santo. Em algumas cidades, o ponto alto da festa é a coroação do imperador, quando são usadas roupas luxuosas, feitas de veludo e cetim. Dependendo da região, os folguedos mais comuns da festa são as cavalhadas, os moçambiques e as congadas. Há também danças, como o cururu, o jongo e o fandango. A bandeira é feita em tecido vermelho, geralmente veludo alemão, onde é pintada ou bordada a figura da pomba, colocada em varão com ponteira (ponta de lança) metalizada e é usada na Folia, acompanhando a coroa e o cetro. Com informações de CNBB

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