Consumo de energia elétrica bate recorde em Goiás. Veja os 10 aparelhos que mais consomem energia, mesmo estando desligados. Fique atento!

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O consumo médio residencial de energia elétrica dos goianos teve um aumento recorde. De acordo com a Equatorial, responsável pela distribuição de energia no Estado, o consumo ficou em 225 kWh por instalação, sendo o maior da história de Goiás desde 2020, quando o registro médio foi de 200 kWh. Os dados foram divulgados pela empresa no final da semana passada.

O aumento no consumo está ligado, entre outros pontos, à onda de calor registrada no Estado nos últimos dias. É que o uso de equipamentos como ventilador, ar-condicionado e umidificador tem se tornado cada vez mais frequente. Como uma nova onda de calor prevista, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo),  é recomendado que alguns hábitos de economia de energia sejam adotados durante os dias mais quentes.

O executivo de Faturamento da Equatorial Goiás, Marcos Aurélio Silva, afirma que o consumo médio residencial registrado em outubro de 2023 representa um aumento de 18% quando comparado ao mesmo mês do ano passado e de 14% na comparação com o mês anterior, setembro, que foi considerado o mais quente do ano. “Esse crescimento se dá principalmente pelo forte calor, que aumenta o consumo de energia dos equipamentos refrigeradores e provoca fortes mudanças nos hábitos de consumo, como uso maior de ar-condicionado e ventiladores, assim como maior consumo de alimentos e bebidas refrigeradas”, comenta.
Para se ter uma ideia, normalmente o consumo médio residencial dos goianos fica na faixa de 166 kWh. A onda de calor tem provocado sobrecarga na rede elétrica de todo o País. O Operador Nacional do Sistema (ONS) registrou aumento de 7,3% na demanda de carga em todo o Brasil no mês de setembro e prevê um crescimento de 7,6% em novembro.
Economia 
Nesse momento, o executivo recomenda cautela e consumo consciente, para que o cliente não se surpreenda com o valor da conta de energia. Isso porque o uso de equipamentos como ar condicionado e ventilador se torna cada vez mais frequente. Além disso, aparelhos refrigeradores, como geladeira, freezer e bebedouros, naturalmente consomem mais energia, pois os compressores precisam ser acionados com mais frequência para manter a temperatura para a qual estão programados. É preciso atenção e uso moderado para que não haja susto na hora de pagar a conta de energia.
Marcos Aurélio orienta que para economizar energia os clientes devem adotar novos hábitos de consumo. “Medidas simples, como reduzir a temperatura do chuveiro, evitar usar o micro-ondas para descongelar alimentos e abrir a geladeira com menor frequência podem impactar significativamente no valor da conta. Também é importante verificar as instalações internas da residência periodicamente, pois instalações antigas, com fios velhos ou muitas emendas, causam desperdício de energia e podem até causar incêndios”, completa.
A seguir, listamos os 10 equipamentos que mais consomem energia em uma casa:
  1. Ar-condicionado
  2. Geladeira
  3. Chuveiro elétrico
  4. Máquina de lavar roupa
  5. Ferro de passar roupa
  6. Televisor
  7. Micro-ondas
  8. Forno elétrico
  9. Computador
  10. Secadora de roupas
Segue abaixo a tabela de consumo médio de energia dos principais equipamentos eletrodomésticos:
  • Ar-condicionado: de 20 a 40 kWh/mês
  • Geladeira: de 30 a 50 kWh/mês
  • Freezer: de 20 a 40 kWh/mês
  • Máquina de lavar roupa: de 10 a 20 kWh/mês
  • Máquina de secar roupa: de 20 a 40 kWh/mês
  • Ferro de passar roupa: de 10 a 15 kWh/mês
  • Forno elétrico: de 10 a 15 kWh/mês
  • Micro-ondas: de 3 a 5 kWh/mês
  • Televisor: de 5 a 15 kWh/mês
  • Computador: de 10 a 20 kWh/mês
  • Lâmpadas incandescentes: de 2 a 5 kWh/mês
  • Lâmpadas fluorescentes: de 0,5 a 2 kWh/mês
  • Lâmpadas de LED: de 0,5 a 1 kWh/mês
Abaixo, algumas orientações que podem ajudar a economizar nesta época de calor:
Ar-condicionado:
– Ao adquirir novos equipamentos, escolha os modelos mais econômicos, com selo Procel de eficiência energética com classificação A, a mais econômica.
– Evite entrada de sol no ambiente refrigerado e instale a unidade externa do aparelho (condensadora) em local com boa circulação de ar.
– Ajuste a temperatura para 23°C ou mais. As temperaturas mais baixas podem não ser alcançadas e fazer o aparelho trabalhar o tempo todo em potência máxima.
– Mantenha os filtros de ar limpos, bem como as grades de troca de calor da unidade externa (condensadora).
– Compre o equipamento com potência adequada ao tamanho do ambiente onde pretende instalá-lo.
– Um aparelho do tipo split, com potência entre 10.000 e 15.000 BTU’s, usado 8 horas por dia, consome em média 194 kWh no mês, que pode corresponder a mais de R$ 160,00 na conta de energia. Em períodos de condições extremas, como agora, o impacto na conta de energia pode ser bem maior.
Geladeiras, freezers, adegas e cervejeiras:
– Faça revisões periódicas, com profissionais capacitados, das borrachas de isolamento das portas e sensores de temperatura, para evitar consumo excessivo.
– Organize os alimentos para que você possa encontrar o que você precisa rapidamente.
– Evite abrir os equipamentos com frequência, pois o ar quente exige mais energia para resfriar e atingir novamente a temperatura ajustada.
– Não utilize a parte de trás para secar objetos.
– Degele e limpe a geladeira com frequência.
– Não forre as prateleiras, isso dificulta a circulação interna do ar.
– Instale o aparelho em um local bem ventilado, longe do fogão, aquecedor e áreas expostas ao sol.
– Limpe a grade traseira da geladeira periodicamente. A gordura e sujeira que acumula nessa grade dificulta a troca de temperatura e provoca maior gasto de energia. Faça a limpeza com o equipamento desligado da energia e seguindo as orientações do fabricante.
Chuveiro elétrico:
– Feche a torneira para se ensaboar.
– Tome banhos rápidos e, se possível, com a chave de temperatura na posição “verão”, o que pode reduzir o consumo em até 30%.
– Compre sempre chuveiros de menor potência, preferencialmente até 4.000 Watts, que consomem menos.
– Limpe com frequência os orifícios de saída de água. Se não estiverem limpos, haverá menos água e o chuveiro terá que ficar mais tempo ligado.
Parceiro:
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