Prata de Pirenópolis valoriza e preserva as tradições e técnicas que definem a identidade cultural da região

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A prata de Pirenópolis, vem ganhando destaque no cenário nacional por seu artesanato único e valorizado. Recentemente, as joias produzidas na região foram agraciadas com o selo de indicação geográfica (IG), um reconhecimento que atesta a qualidade e a origem das peças, elevando o artesanato local a um patamar de excelência e exclusividade. Como nos produtos do agronegócio, o selo IG abre possibilidades de negócios com valor agregado e as portas do mundo.

O artesão e empresário Márcio Barboza, com três décadas de experiência, é um dos principais expoentes desta arte. “Fazemos os nossos desenho e desenhos clássicos, que são pertencente à técnica, uma espécie de domínio público”, explicou ele sobre o processo criativo que envolve a confecção das joias. A prata utilizada não é produzida localmente, mas sim reciclada de fornecedores de diversas regiões, o que adiciona um caráter sustentável ao trabalho.

A técnica empregada por Barboza e outros artesãos da região é conhecida como filigrana, que utiliza fios finíssimos de prata para montar as peças de maneira artesanal. “Esse modo de fazer assim, totalmente artesanal, é uma das características”, destacou o artesão, ressaltando a importância da qualidade e da história por trás de cada peça para conseguir o registro junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

Pirenópolis, atrai turistas de todo o mundo, não só por sua arquitetura colonial e natureza exuberante, mas também pelas joias de prata. Luiz Triers, presidente da associação que representa os artesãos locais, mencionou que mais de 100 artesãos estão ativos na região, sendo 30 associados. Ele enfatiza que o selo de indicação geográfica é coletivo, permitindo que qualquer artesão que resida em Pirenópolis e atenda aos padrões de qualidade possa utilizá-lo.

Desde 2019, quando as joias de Pirenópolis receberam a indicação de procedência, elas passaram a ser até exportadas, demonstrando o alcance e a relevância do artesanato local no mercado global. “Eu sempre acreditei no processo desde o início e é muito importante para a cidade”, afirmou Marcio, destacando o orgulho e a transformação que o reconhecimento trouxe para todos os envolvidos.

Com mais de 140 indicações geográficas registradas em vários setores no Brasil, a maioria na agropecuária, a conquista de Pirenópolis no setor de joalheria artesanal ressalta a importância de valorizar e preservar as tradições e técnicas que definem a identidade cultural de uma região. Com informações band.com.br

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