A antiga ponte de madeira General João José de Campos Curado, em Corumbá de Goiás, cerca de 50 km de Anápolis, tornou-se centro de um debate entre preservação histórica e segurança estrutural.
A prefeitura da cidade pretende demolir a estrutura para construir uma nova ponte, mas o local foi tombado provisoriamente pela Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult), o que restringe qualquer intervenção sem autorização prévia do órgão.
O projeto prevê a construção de uma nova estrutura com pilares e vigas em concreto armado e parte superior em madeira de lei, além de passarela para pedestres.
A contratação de empresa especializada para a obra foi publicada no Diário Oficial do Estado em 23 de fevereiro.
O investimento estimado é de R$ 1 milhão, com prazo de quatro meses após a ordem de serviço.
De acordo com o prefeito Chico Vaca, o município ainda não recebeu notificação oficial sobre o tombamento. Mesmo assim, a prefeitura já publicou no Diário Oficial a contratação de empresa especializada para executar a obra, estimada em cerca de R$ 1 milhão.
O engenheiro civil da Prefeitura de Corumbá de Goiás, João Neto, disse ao jornal O Popular que a solução segue modelos adotados em cidades históricas como Cidade de Goiás e Pirenópolis.
Ele explica que a reconstrução integral em madeira foi considerada inviável, principalmente pela dificuldade de obter madeira de lei e por questões de segurança estrutural.

Estrutura comprometida
Construída em 1897, a ponte apresenta atualmente graves problemas estruturais.
Em 2024, parte da estrutura desabou após uma enxurrada que comprometeu pilares de madeira. Já em janeiro de 2026, uma vistoria da Secult apontou risco de queda.
Atualmente, a travessia está interditada para carros e caminhões, sendo permitida apenas a circulação de pedestres, bicicletas e motocicletas.
O caso também é acompanhado pelo Ministério Público do Estado de Goiás e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que analisa pedido de tombamento federal da ponte.
Enquanto isso, o tombamento provisório estadual impede demolições ou alterações até que o processo definitivo seja concluído.
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