Vários Atletas que participaram da prova Copa Vale dos Pireneus Trail Running – Etapa Rainha denunciaram que houve sabotagem nos percursos de até 26 km, realizada no último domingo(11). Eles apontam que fitas de marcação do percurso teriam sido retiradas ou alteradas por terceiros, prejudicando a orientação dos corredores em trechos de trilha.
O caso está repercutindo e a reportagem do jornal Pirenópolis Online questionou os organizadores sobre a denúncia. Sony Anderson, organizador do evento, admitiu que realmente aconteceu uma ação de extrema má fé e disse que está muito contrariado com toda essa situação.”Foram três meses de preparação, dedicação e muito trabalho para que o evento acontecesse da melhor forma possível. É muito frustrante ver todo esse esforço ser colocado em risco por uma situação como essa, aparentemente provocada de forma intencional para prejudicar a organização e os atletas. Ainda não sabemos exatamente o que motivou essa ação. O local é de livre circulação, e sabemos que pessoas podem acabar estourando as fitas de marcação. Por isso, reforçamos a sinalização justamente para evitar problemas. No entanto, o que aconteceu foi completamente diferente de uma situação comum, as fitas foram retiradas de seus lugares e reposicionadas de forma a alterar o percurso. Temos um staff responsável por fazer uma revisão completa do trajeto antes da prova, justamente para reforçar a segurança e garantir que tudo esteja conforme o planejado. Durante essa vistoria, ele verifica e recoloca as fitas que eventualmente tenham sido rompidas por terceiros. Desta vez, porém, ele se deparou com uma situação preocupante. Recebi um áudio dele relatando que alguém havia mudado as fitas de lugar. Ele refez a sinalização e deixou o percurso organizado novamente, mas, a pessoa voltou ao local e alterou tudo mais uma vez. Pelos indícios, acreditamos que essa pessoa possa ter permanecido nas proximidades, possivelmente escondida na mata, aguardando a saída do nosso staff para realizar novamente a alteração. Uma ação premeditada, com o objetivo de criar um caminho incorreto e induzir os primeiros colocados ao erro. O trecho em questão levava a uma bifurcação com três possíveis direções. Quem chegasse àquele ponto sem perceber a alteração poderia ficar perdido e seguir por um caminho errado. A situação acabou afetando diretamente os atletas que estavam na frente da prova, gerando confusão e comprometendo o desempenho de aproximadamente 50 corredores. Os dois primeiros colocados perceberam que estavam no caminho errado. Um deles, inclusive, estava utilizando o GPX que disponibilizamos previamente, com o mapa do percurso, e conseguiu identificar o erro e retornar ao trajeto correto, rompendo a fita que havia sido colocada indevidamente. Nesse momento, os atletas que vinham logo atrás conseguiram passar, mas a confusão já havia afetado boa parte do grupo que liderava a competição. Os demais que vinham atrás, cerca de 550 corredores não foram afetados, conseguiram realizar a prova normalmente. Quando chegaram ao ponto em questão, a fita já estava rompida, e o percurso estava liberado para que seguissem pelo caminho correto. Ainda assim, nossa indignação permanece. Foram meses de trabalho, planejamento e dedicação, não apenas da minha parte, mas de toda uma equipe que se empenhou para fazer esse evento acontecer da melhor forma possível’’, disse Sony acrescentando que, ‘’um ponto que considero muito importante é que mais de 60 pirenopolinos estiveram envolvidos diretamente na realização do evento, trabalhando em diferentes funções e contribuindo para que tudo acontecesse. Para nós, isso tem um significado enorme, pois, além de promover o esporte e o turismo, a CPTR também gera renda e oportunidades para os moradores da nossa cidade. Valorizar a população local e fazer com que os benefícios do evento cheguem aos nativos de Pirenópolis é uma das coisas que mais prezamos em nosso trabalho. Apesar de toda a frustração, esse episódio também nos deixa um alerta importante. Já estamos avaliando medidas para reforçar ainda mais a segurança e a fiscalização do percurso nas próximas edições, buscando formas de inibir e evitar que uma situação semelhante volte a acontecer. Seguimos trabalhando com seriedade, responsabilidade e respeito aos atletas. Nosso compromisso é com o esporte, e com todos aqueles que acreditam no nosso trabalho”, desabafou, frisando que foi um grande evento e lindo apesar desse fato lamentável.
resrecentemente entre os participantes dos eventos da @sysportscorridas, organizadora responsável pela CPTR – Copa Vale dos Pireneus Trail Running, cuja Etapa Rainha foi realizada em Pirenópolis (GO).
Atos de vandalismo ou “sabotagem” em corridas de trilha (trail running) infelizmente acontecem quando pessoas alheias ao evento mexem na sinalização oficial (GPs, fitas zebradas ou placas), fazendo com que os atletas de elite ou do pelotão geral errem o caminho.
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