Brasil é o país com mais raios no mundo e gado é o grupo mais afetado

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O Brasil está no topo do ranking mundial em número total de descargas atmosféricas registradas ao longo do ano, e essa realidade pesa especialmente no campo, onde rebanhos ficam expostos em áreas abertas. Segundo o INPE, o País soma dezenas de milhões de descargas para o solo anualmente.

Entre os animais de criação, o gado aparece com frequência como o grupo mais vulnerável às tempestades elétricas, por viver em pastagens e por características que aumentam o risco de choque. A Embrapa explica que a corrente pode atravessar o corpo do bovino com mais facilidade em certas situações.

O tema não é apenas curiosidade meteorológica: ele se traduz em perdas econômicas, risco para trabalhadores rurais e um problema de segurança que dá para reduzir com medidas simples, tanto na fazenda quanto na rotina de quem vive na cidade.

Brasil é o país com mais raios? A resposta depende do critério
Quando o assunto é raio, vale separar “quantidade total” de “densidade”. O INPE, por meio de levantamentos do grupo que monitora descargas atmosféricas, aponta o Brasil como líder em número absoluto anual de descargas para o solo, com média na casa de dezenas de milhões por ano.

Isso acontece porque o País reúne fatores perfeitos para tempestades: calor, umidade, extensão territorial e regiões tropicais com convecção intensa. Em anos específicos, os totais podem oscilar bastante, acompanhando padrões climáticos e variações sazonais registradas no monitoramento.

Já no critério de densidade (quantos raios por quilômetro quadrado), pesquisas e análises com dados de satélite destacam “hotspots” fora do Brasil, como áreas na África Central. A literatura científica e reportagens de divulgação baseadas nesses estudos apontam a República Democrática do Congo como um dos lugares com maior densidade do planeta.

Em outras palavras: o Brasil costuma liderar em volume total anual, mas não necessariamente concentra a maior densidade por área. Para o dia a dia, o impacto é o mesmo: o risco é real e frequente, sobretudo no verão e em transições de massa de ar.

Por que o gado aparece como o mais afetado no campo
Em zonas rurais, a exposição manda muito. Bovinos passam horas em áreas abertas, muitas vezes no ponto mais alto do terreno, com pouca proteção e tendência a se agrupar. Em tempestades elétricas, esse comportamento aumenta o risco de mais de um animal ser atingido no mesmo evento.

A Embrapa chama atenção para um detalhe físico: a diferença de potencial entre as patas (a chamada “tensão de passo”) pode ser maior em animais de grande porte. Em pasto molhado, o contato com o solo facilita a condução, o que pode tornar a descarga fatal.

Além disso, árvores isoladas — muito usadas como sombra — viram armadilha. Estudos e relatos técnicos descrevem ocorrências em que bovinos foram encontrados mortos próximos a árvores após tempestades, em casos classificados como fulguração (morte causada por corrente elétrica atmosférica).

Também pesa o tamanho do rebanho. Mesmo que o risco individual não seja “o maior do mundo”, o número de animais expostos no Brasil é enorme, e isso ajuda a explicar por que o gado aparece com tanta frequência em registros, orientações técnicas e notícias do setor.

Os sinais de risco durante uma tempestade elétrica
Nem todo temporal tem descarga elétrica, mas alguns sinais são bem claros. Trovões indicam que há raios na região, mesmo que a chuva pareça distante. E, em tempestades fortes, a mudança rápida de luminosidade costuma vir acompanhada de rajadas e nuvens carregadas.

Em áreas urbanas, o perigo não está só na rua. Picos de energia e surtos na rede podem danificar aparelhos e, em casos extremos, favorecer acidentes domésticos. Nessa hora, faz diferença saber o que evitar e como reduzir o risco sem pânico.

Se a tempestade estiver chegando, uma regra prática de segurança é buscar abrigo em estrutura fechada e evitar áreas abertas, árvores isoladas e proximidade de cercas metálicas. No campo, o tempo de reação pode ser curto, então rotina e protocolo salvam.

Como reduzir perdas no rebanho: medidas que realmente ajudam
A prevenção no meio rural envolve duas frentes: infraestrutura e manejo. A infraestrutura passa por sistemas de aterramento, proteção de cercas e instalações adequadas. A Embrapa detalha soluções para reduzir o risco de corrente percorrer cercas e áreas de circulação.

No manejo, a meta é simples: reduzir a exposição em área aberta e evitar aglomeração quando a tempestade se aproxima. Isso pode incluir conduzir o gado para áreas mais seguras, com abrigo planejado, e rever pontos do pasto onde o rebanho costuma se concentrar.

Planeje áreas de abrigo seguras (evite árvores isoladas como “ponto de sombra”).
Revise aterramento e proteção de cercas e instalações, com orientação técnica.
Evite que o gado se concentre em um único ponto quando houver risco de tempestade.
Mapeie áreas mais altas e expostas do terreno e reduza permanência nelas em dias instáveis.
Essas medidas não eliminam 100% o risco, mas reduzem a chance de eventos com múltiplas mortes, que são os mais devastadores. Em termos econômicos, prevenção costuma ser mais barata do que lidar com perda de animais e interrupções na rotina da fazenda.

E na cidade? O que fazer para se proteger dentro de casa
Em áreas urbanas, o raio pode cair longe e ainda assim causar estragos. Surtos na rede elétrica e interferências em cabos são comuns durante tempestades, e alguns hábitos simples diminuem o prejuízo. Um exemplo é evitar uso de tomadas e equipamentos ligados à rede no auge da instabilidade.

Na prática, vale lembrar de cuidados que muita gente ignora. Um deles é desligar itens sensíveis e evitar banho durante tempestade, já que instalações elétricas e hidráulicas podem conduzir energia em situações de descarga próxima.

Para quem está acompanhando alertas de temporal, pode ajudar revisar orientações como 3 aparelhos que você deve desligar imediatamente durante tempestades, que reúne cuidados práticos para reduzir riscos e danos.

Outra dica importante é não “correr para a rua” no primeiro sinal de chuva. Em muitos acidentes, as pessoas se expõem exatamente na fase em que os raios começam a se intensificar. Se der para esperar em local protegido, melhor.

Carro protege? Sim, mas com algumas ressalvas
Se você estiver na rua e não houver abrigo seguro, o carro pode ser uma boa opção. A carroceria metálica ajuda a conduzir a corrente ao redor do veículo, reduzindo o risco para quem está dentro — desde que portas e janelas estejam fechadas e você evite contato com partes metálicas.

Esse tema costuma gerar dúvida em temporais com vento e queda de energia. Em situações de tempestade elétrica, a orientação geral é permanecer dentro do veículo até a instabilidade passar, evitando sair em área aberta no pico do risco.

Para entender melhor, veja também em caso de tempestade, é melhor ficar dentro do carro, com recomendações para momentos de mau tempo.

Raios, danos e rotina: o que fica de lição
O Brasil convive com uma das maiores atividades elétricas do planeta em números absolutos, como apontam levantamentos do INPE. E, quando essa energia encontra áreas abertas e rebanhos expostos, o gado tende a concentrar as perdas, algo reforçado por orientações técnicas da Embrapa e por registros veterinários.

A boa notícia é que o risco dá para reduzir. No campo, infraestrutura de proteção e ajustes de manejo fazem diferença. Na cidade, hábitos simples evitam prejuízos e acidentes. Em ambos os casos, informação clara vale mais do que improviso.

Se a previsão indicar instabilidade, vale reforçar cuidados como evite incêndios desligando esses itens da tomada e entender sinais de tempo severo, como em por que o céu fica preto quando vai chover forte.

No fim, a estatística serve para uma coisa: lembrar que tempestade elétrica não é cenário “bonito de ver” — é risco objetivo. Com preparo, dá para atravessar a estação de chuvas com menos sustos, menos perdas e mais segurança.

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