Educação de Pirenópolis está à beira do caos: prefeito diz que não tem dinheiro para pagar reajuste dos professores e alunos da zona rural continuam sem transporte escolar

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Após reunião realizada na tarde de ontem(30), no gabinete do prefeito Nivaldo Melo, os professores da Rede Municipal de Ensino decidiram rejeitar a proposta de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura de Pirenópolis. A categoria enviará uma contraproposta para o executivo municipal e aguarda que resposta seja apresentada ainda hoje, 31 de março. “Depois de muita discussão, o prefeito disse que não tem dinheiro em caixa. Lógico que tem dinheiro, todos nós achamos que essas contas não foram mostradas com clareza”, disse uma professora representante que não quis se identificar.

A presidente do Sintego, Maria Euzébia de Lima, a Bia, achou a proposta apresentada pela prefeitura indecorosa e absurda. Na primeira negociação apresentada pelo prefeito, projetava um pagamento de 13,16% do reajuste, dividido em duas vezes, 50% em abril e outros 50% em outubro. Depois ele falou em 13% em uma vez só e com complemento para chegar nos 33,24 e que se a classe não concordássemos poderiam entrar na justiça. De acordo com o Sintego, os valores apresentados não alcançariam os 33,24% reivindicados, por isso foram rejeitados.

No novo documento que será destinado à prefeitura, o Sintego(Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás) após ouvir os professores em assembleia realizada após a reunião com Nivaldo, enviará outra contraproposta pedindo reajuste de 13% agora em abril, com retroativo de janeiro, as férias em junho e o restante para o mês de julho, totalizando os 33%. “A assembleia realizada após a reunião, foi para passarmos aos demais professores a proposta do prefeito de pagar 13% com retroativo de janeiro. Ninguém concordou é claro. A classe não concordou com o que foi apresentado. Nesta nova contraproposta que será enviada ao prefeito, queremos 13% agora em abril, com retroativo de janeiro, as férias em junho e o restante para o mês de julho, para chegar aos 33%”, afirmou a professora de Pirenópolis. Essa nova rodada de negociação entre prefeitura e sindicato está sendo bastante aguardada.

Sem transporte escolar

Outro assunto que vem deixando a população indignada é a questão da falta de transporte escolar para os alunos da zona rural. Estudantes das localidades: Mata Velha, Luciano Peixoto, Barbosa, Furnas, Engenho Santa Rita, Caiçara e Retiro, todos da zona rural de Pirenópolis, estão deixando de ir à escola por falta de transporte escolar desde o inícios das aulas presencias, que foi no dia 14 de março. Eles dependem de ônibus da prefeitura. De acordo com algumas mães, um dos motoristas das vans, disse que até hoje a gestão pública não realizou licitação para renovar o contrato do serviço e posteriormente normalizar as atividades. Sobre este assunto, a reportagem está aguardando uma resposta da prefeitura desde o dia 14 de março e até hoje nada foi esclarecido.

Confira abaixo como deveria ser a aplicação dos 33,24% e como o Governo de Goiás aplicou para os/as professores/as e administrativos/as.

Tabela da Rede Estadual de Educação – 2022

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