Orion Dix Paranhos é indiciado por lesão corporal gravíssima e permanecerá preso. Maria sofreu Lesão Corporal Gravíssima e receberá alta nesta sexta(10), mas como é uma pessoa em situação de rua, a pergunta é: Quem responderá por ela? Prefeitura continua omissa

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O delegado da Polícia Civil de Pirenópolis, Tibério Cardoso, concluiu o inquérito sobre a agressão contra uma mulher em situação de rua, registrada no dia 16 de junho de 2026, e indiciou o empresário Orion Paranhos pelos crimes de lesão corporal gravíssima, violência psicológica e dano.

Segundo o delegado Tibério Cardoso, o enquadramento por lesão corporal gravíssima ocorreu após a confirmação de que a vítima perdeu o baço em consequência das agressões. A retirada do órgão caracteriza uma lesão permanente e agrava a responsabilização criminal do investigado.

Orion Paranhos permanece preso preventivamente. Conforme o delegado, durante a audiência de custódia, a Justiça decidiu manter a prisão em razão da gravidade dos fatos e do risco que o investigado representa para a vítima.

O caso ganhou grande repercussão após a divulgação das agressões, que mobilizaram moradores e geraram manifestações de indignação nas redes sociais.

Em nota, a defesa de Orion Paranhos afirmou que está analisando e adotando todos os mecanismos legais e processuais para demonstrar a inocência do empresário. Segundo os advogados, a estratégia jurídica busca reunir elementos que possam comprovar a versão apresentada pelo investigado.

Com a conclusão do inquérito, o procedimento será encaminhado ao Ministério Público de Goiás (MPGO), que deverá analisar as provas e decidir se oferece denúncia à Justiça. Caso a denúncia seja aceita, Orion Paranhos passará à condição de réu e responderá ao processo criminal.                                                                          A vítima Maria recebe alta hoje(10), mas o desfecho está bem incerto. O estado dela exige recuperação pós-cirurgia e precisará de cuidados especiais.                   Desde o dia das agressões, Maria está sendo amparada por uma união de mulheres voluntária de Pirenópolis, mas a partir de agora, como será?     

O valor arrecadado pela vaquinha das voluntárias permitirá arcar com as despesas imediatas de Maria neste primeiro mês, cobrindo custos essenciais como moradia provisória segura, alimentação adequada para sua recuperação pós-cirúrgica, medicamentos prescritos e os cuidados especiais que o seu estado de saúde exige após a perda do baço. Como ela acabou de receber alta e não pode voltar para as ruas devido à vulnerabilidade e à necessidade de repouso, essa quantia inicial garante uma rede de apoio urgente enquanto soluções de longo prazo são estruturadas, e agora quem se responsabilizará por ela?                             Até o fechamento desta matéria às 9h30, as voluntárias estão perdindo um amparo ou uma solução para o caso da Maria, para a Assistência Social do município e esta por sua vez, continua sendo omissa, o que configura uma violação grave de direitos fundamentais e da Legislação Federal. O fato é, o município não pode se recusar a acolher uma pessoa vulnerável pós-cirúrgica que sofreu violência doméstica ou urbana. Quando o órgão público falha, deve acionar imediatamente as instâncias de controle, fiscalização e a Justiça para forçar o acolhimento.

O município precisará incluir Maria em programas de acolhimento institucional ou aluguel social, além de garantir o acompanhamento médico contínuo pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o suporte psicológico necessário para lidar com os traumas da violência sofrida.

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