Pirenópolis volta à rota do Circuito Dandô

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Idealizadora do movimento, Kátya Teixeira abre nova programação na COEPi em 22 de agosto, ao lado da violeira goiana Amanda Ricoldi                           

Pirenópolis volta a integrar a circulação do Dandô – Movimento de Arte e Saberes Dércio Marques.                    No dia 22 de agosto, às 20h, a COEPi recebe a cantora, instrumentista e compositora Kátya Teixeira, idealizadora e coordenadora do movimento, para uma apresentação com a participação da violeira goiana Amanda Ricoldi. O encontro abre uma nova sequência de atividades do projeto na cidade, com programação prevista para os próximos meses.

Antes de chegar a Pirenópolis, Kátya participa de uma roda de prosa na Oca do Sol, em Brasília, no dia 19, e se apresenta no NACO – Núcleo de Artes do Centro-Oeste, em Olhos d’Água, no dia 21, ao lado de Kaise Ribeiro e João Fleury.

Cantora, instrumentista, compositora e pesquisadora da cultura popular, Kátya construiu sua trajetória a partir de viagens e encontros com mestres, artistas e manifestações culturais de diferentes regiões do país. Com mais de três décadas de carreira, possui oito álbuns lançados, além de singles e colaborações. Seus trabalhos receberam indicações ao Prêmio da Música Brasileira e ao Prêmio Profissionais da Música. Também recebeu duas vezes o Troféu Catavento e, em 2025, o Prêmio Inezita Barroso.

Em Pirenópolis, ela divide a programação com Amanda Ricoldi, cancioneira, violeira, compositora e brincante, com mais de 19 anos de atuação nas artes circenses e na cultura popular brasileira. Sua pesquisa artística transita entre a música, a palhaçaria e as manifestações tradicionais, tendo a viola caipira como companheira de cena e elemento de conexão com o público.

A passagem de Kátya Teixeira pela cidade inaugura a nova agenda do Dandô na COEPi no ano em que a instituição completa 30 anos. A programação já prevê, para 18 de setembro, a apresentação do Duna.Duo, formado por Kaise Ribeiro e Adriano Rocha. Uma nova edição será realizada em outubro, com atração e data a serem divulgadas.

Pirenópolis está ligada aos primeiros passos do Dandô

A retomada do circuito recupera uma relação que antecede a criação formal do Dandô. Foi em Pirenópolis, em 2012, durante um encontro produzido pela COEPi que reunia artistas brasileiros e chilenos, que Kátya Teixeira começou a compartilhar a ideia de criar uma rede capaz de conectar músicos, produtores, espaços culturais e públicos de diferentes cidades. “O primeiro sopro do Dandô aconteceu aí, nesse momento. Era a primeira ideia”, relembra.

Naquele período, a artista amadurecia uma proposta de circulação inspirada também pela trajetória do cantor, compositor, violeiro e pesquisador Dércio Marques, falecido em 2012. Para Kátya, Dércio foi uma inspiração. “Não só pelo músico e pelo artista maravilhoso que foi, mas pelo ser humano e por essa forma de entender a arte como transformação”, afirma.

Uma rede de artistas e produtores

A ideia de desenvolver uma iniciativa dedicada à circulação artística acompanhava Kátya desde o início dos anos 2000, mas o projeto inicialmente imaginado exigia uma estrutura financeira difícil de viabilizar. A partir de 2012, ela passou a enxergar outra possibilidade: conectar uma rede que já existia informalmente entre artistas, produtores e espaços culturais de diferentes regiões.

“Percebi que a gente já tinha uma rede de artistas e produtores fazendo coisas nos seus lugares, sobrevivendo, mostrando o que estava acontecendo e se comunicando. Eles só precisavam juntar forças”, conta.

Em 2013, o movimento recebeu o nome Dandô, sugestão do violeiro Levi Ramiro em referência a uma composição de João Bá gravada por Dércio Marques. Segundo Kátya, a rede chegou, em determinado período, a cerca de 80 cidades e aproximadamente 300 apresentações por ano, além de estabelecer conexões na América Latina e na Europa.

Para Isabella Rovo, produtora do evento na COEPi, a proposta vai além da circulação de espetáculos. “O Dandô não é apenas uma série de shows, o projeto se estrutura a partir da troca de experiências, repertórios e saberes”, explica.

De circuito de música a Movimento de Arte e Saberes

A partir de 2020, com a interrupção das circulações presenciais durante a pandemia, o Dandô passou a desenvolver outras formas de atuação, entre elas a TV Dandô, oficinas, mostras, rodas de conversa e encontros virtuais. Outras linguagens também ganharam espaço e o projeto deixou de se apresentar somente como um circuito de música, passando a se constituir como Movimento de Arte e Saberes Dércio Marques. “A prioridade do Dandô é manter aceso o sonho e a vontade de estar ‘arreunido’”, resume Kátya, recuperando uma expressão de Dércio Marques.

A atividade de circulação do Dandô é produzida pela COEPi dentro do Projeto Ipê de Pé, contemplado pelo Edital de Manutenção de Espaços Culturais da Política Nacional Aldir Blanc, instituída pelo Ministério da Cultura e viabilizada pela Secretaria de Cultura do Estado de Goiás.

Serviço

Dandô – Movimento de Arte e Saberes Dércio Marques | Circuito Cerrado

22 de agosto – Pirenópolis (GO)

Kátya Teixeira e Amanda Ricoldi

Horário: 20h

Local: COEPi – Rua do Carmo, 0 – Bairro do Carmo – Pirenópolis (GO)

Entrada gratuita – apoio PNAB-GO/MinC

Programação e mais informações: Instagram @coepi.piri

Outras atividades da circulação

19 de agosto – Brasília (DF)

Roda de prosa com Kátya Teixeira

Local: Oca do Sol

 

21 de agosto – Olhos d’Água (GO)

Kátya Teixeira e Kaise Ribeiro, com João Fleury

Horário: 20h

Local: NACO – Núcleo de Artes do Centro-Oeste

Praça Central de Olhos d’Água

Contribuição solidária

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