Questão da moradia popular em Pirenópolis

0
401

OPINIÃO

A  Associação Pro-Habitação e Cidadania de Pirenópolis – APHC, entidade sem fins lucrativos, tem como um de seus objetivos desenvolver ações voltadas à obtenção de moradia às pessoas de baixa renda, através de gestões junto a órgãos públicos ou privados.

A APHC conta com 623 (seiscentas e vinte e três famílias associadas e com um cadastro de mais de 1.500 (hum mil e quinhentas) cujas fichas foram entregues na Secretaria do Desenvolvimento Social do Município. Em análise do cadastro cerca de 60% carentes de moradia, 30% possuem imóveis necessitando reforma e 10 % possuem lotes, porém não têm recursos para construírem. Noventa por cento 90% possuem renda de até 2 salários mínimos e as demais variam de 2 a 3 salários.

Pirenópolis é uma cidade que nos últimos 20 (vinte) anos desenvolveu-se para o turismo, gerando um grande afluxo de empresários que se estabeleceram no ramo de hotelaria e da gastronomia, motivados pela beleza natural – ecoturismo, casario histórico e a cultura que a cidade oferece. Essa demanda possibilitou a geração de renda e emprego para as novas gerações, cujos pais eram as únicas pessoas que trabalhavam na agropecuária e na exploração de pedras de quartzito, economia que perdurou por mais de 200 anos na cidade.

Por outro lado, com o advento do turismo, os imóveis foram valorizados e houve uma majoração grande nos preços dos alugueres e de lotes, gerando a necessidade das famílias, incluindo avós, pais, filhos, netos e até bisnetos residirem num mesmo imóvel em precárias condições, dormindo muitas vezes pais e filhos num mesmo cômodo. Há também os que pagam um aluguel exorbitante, significando até 70% do valor da renda familiar.

A par dessa problemática houve crescente demanda por casa de temporada, cujos proprietários estão preferindo alugar seus imóveis para curto período por gerar maior renda e dessa forma agravando a falta de casas para aluguel anual.

A APHC foi criada com o intuito de buscar recursos para melhoria das condições de habitabilidade da população de baixa renda e estabelecer critérios de seleção objetivos, sem distinção político-partidária, raça, gênero ou religião, cadastrando e analisando famílias na tentativa de evitar que pessoas que já possuem imóveis e condições privilegiadas não sejam beneficiadas em detrimento das mais carentes.

A APHC tem efetuado diversas tratativas seja com a AGEHAB (processo que se encontra em andamento para obtenção de cheque reforma), com a Caixa Econômica, bem como com o extinto Ministério das Cidades e em especial com a Prefeitura Municipal.

A APHC pede que o Município efetue a permuta da gleba Municipal adquirida na GO 431, pela área que pertence à CODEGO junto ao Aeroporto, para construção de moradia popular. Sabe-se que tal permuta encontra-se em andamento e que tem projeto em estudo para tal fim.

A APHC se coloca à disposição dos Governos Municipal, Estadual e Federal para trabalhar em conjunto visando encontrar a melhor solução para o grave problema de moradia em Pirenópolis.

*Texto escrito por Maria Rosa de Marchi, presidente da APHC.

Parceiro:

Nenhuma descrição disponível.

EndereçoR. Marinheiro, Qd. 08 – Lt. 12 – Vila Marilia, Pirenópolis – GO, 72980-000

*Obs* A publicidade anexada à matéria, nada tem a ver com o conteúdo. Não se trata de matéria paga, é só uma forma de deixar em evidência os parceiros do site nas redes sociais. Venha ser parceiro do Pirenópolis Online. Seu anúncio vai longe!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here