Farra dos shows: este ano Nivaldo Melo gastará mais de R$ 1 milhão em shows no aniversário de Pirenópolis. População reclama da inversão de prioridades na cultura local

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Esse ano o aniversário de Pirenópolis vai ter investimento da prefeitura de mais de R$ 1 milhão em shows, só o show do Zezé vai custar 650.000,00 para o Fundo Municipal de Cultura. Não temos um museu decente, não temos as igrejas funcionando como museus em horário regular, mas gastar com shows vai ser a prioridade da Administração Pública Municipal.
Essa é uma crítica muito comum e válida em vários municípios brasileiros, onde o contraste entre os altos gastos com grandes shows (artistas de renome nacional) e a falta de investimentos na infraestrutura cultural local, como museus, arquivos municipais e patrimônio histórico e principalmente os problemas básicos como lixo, ruas com pavimentos precários, falta de banheiros públicos. Essa questão está gerando indignação na população, acusando a administração de precarização da cultura local.
A falta de manutenção ou ausência de um arquivo público municipal e de museus estruturados compromete a preservação da memória e da identidade da própria cidade. Esse tipo de investimento estrutural costuma exigir menos verba contínua do que um grande evento, mas frequentemente fica em segundo plano na distribuição do orçamento.
O cenário relatado reflete um debate frequente sobre as prioridades das administrações públicas:
  • Contratação de Shows Grandes: Cachês nessa faixa de R$ 650 mil para artistas como Zezé Di Camargo são uma realidade recorrente em festas de prefeituras. Gestores costumam justificar esses gastos alegando que atraem turismo, movimentam o comércio local, hotéis e restaurantes, além de trazer “entretenimento de massa” gratuito para a população. 
Como a população pode agir ou fiscalizar?
    1. Portais da Transparência: É possível consultar o valor exato pago pelo show, a origem dos recursos (se são do próprio município ou de emendas parlamentares/federais) e os contratos da Secretaria de Cultura. 
    2. Câmara de Vereadores: Os vereadores são os responsáveis por fiscalizar o orçamento municipal e cobrar investimentos em áreas esquecidas, como os arquivos e museus locais.
    3. Conselho Municipal de Cultura: Participar das reuniões deste conselho é um caminho para que artistas e cidadãos exijam o direcionamento de verbas para políticas culturais de longo prazo, e não apenas para eventos de curta duração.

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